Volta às Aulas 2026: Oito em Cada Dez Brasileiros Planejam Reutilizar Material Escolar para Economizar

Famílias Brasileiras Adotam Estratégia de Reutilização de Material Escolar na Volta às Aulas de 2026, Revela Pesquisa

O cenário para a volta às aulas em 2026 indica uma forte tendência de planejamento financeiro por parte das famílias brasileiras. Oito em cada dez pais e responsáveis com filhos em idade escolar pretendem reaproveitar materiais do ano anterior, conforme aponta uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro. Essa decisão reflete um esforço consciente para equilibrar o orçamento familiar diante dos gastos inerentes ao início do ano letivo.

Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, destaca o aspecto positivo dessa tendência. Ele avalia que a iniciativa demonstra mais planejamento do que desespero, sugerindo que as famílias estão se tornando mais proficientes em gerenciar orçamentos apertados. Essa adaptação é crucial em um contexto de custos elevados associados à educação.

A busca por economia se consolidou como uma estratégia central, mas os custos do material escolar, uniformes e livros didáticos ainda geram desgastes financeiros significativos. A pesquisa revela que 88% dos brasileiros que realizam essas compras sentem o impacto no orçamento, uma percepção ainda mais acentuada em famílias de menor renda, onde 52% das classes D e E consideram o impacto “muito grande”.

Impacto Financeiro e Decisões de Compra

Os gastos com o material escolar influenciam diretamente outras áreas do orçamento familiar. Segundo o levantamento, 84% dos entrevistados afirmam que os preços desses itens afetam decisões sobre lazer, alimentação ou contas mensais. Diante de preços acima do esperado, a estratégia mais comum é a substituição por marcas mais acessíveis, com dois em cada três brasileiros optando por essa alternativa.

As lojas físicas ainda lideram as preferências de compra para 45% dos consumidores, enquanto 39% planejam combinar compras online e presenciais. Uma parcela de 16% prefere adquirir tudo pela internet, evidenciando um comportamento de consumo cada vez mais híbrido e a busca por conveniência e melhores preços.

Estratégias Pessoais para Economizar

Priscilla Pires, consultora de vendas e mãe de um adolescente, inicia a organização para as compras de material escolar ainda em dezembro, utilizando parte do 13º salário e parcelando o restante no cartão de crédito. Seu objetivo é equilibrar qualidade, orçamento e as necessidades do filho, priorizando o reaproveitamento de itens funcionais. Ela costuma comprar em lojas com bom preço para otimizar o tempo.

A professora Priscila Alves adota uma abordagem proativa, solicitando a lista de materiais com antecedência diretamente à escola do filho. Ela garante a compra de itens como lápis de cor, mochilas e estojos ainda em dezembro, antes do aumento de preços que ocorre no início do ano. “Quando vira o ano vêm os ajustes e tudo fica mais caro, então acaba que eu consigo ainda fazer essa jogada de comprar o material escolar do meu filho ali no ano anterior”, explica.

Priscila Alves complementa que, para além de sua profissão, busca recursos extras, como aulas particulares e pequenos serviços em casa, para complementar a renda e garantir o equilíbrio financeiro. Essa diversificação de fontes de renda é uma estratégia comum para muitas famílias que enfrentam os custos crescentes da educação.

O Papel dos Livros Didáticos

Enquanto materiais como lápis e cadernos oferecem mais flexibilidade para ajustes orçamentários, os livros didáticos representam um desafio maior. Priscilla Pires destaca que os livros são itens essenciais e, por isso, a escolha é limitada, tornando-os a parte mais cara do material escolar. A necessidade de adquirir livros novos a cada ano impacta significativamente o planejamento financeiro das famílias.

A pesquisa do Instituto Locomotiva reforça a importância de estratégias de economia para as famílias brasileiras. A reutilização de material escolar se mostra como uma ferramenta eficaz para mitigar o impacto financeiro, permitindo que pais e responsáveis direcionem recursos para outras necessidades básicas e essenciais, garantindo um retorno tranquilo e organizado para o ano letivo de 2026.