Dólar Recua para R$ 5,36: Desaceleração do Emprego nos EUA e Inflação Brasileira Impulsionam Alívio

Dólar Despenca para R$ 5,36 com Dados de Emprego nos EUA e Inflação Controlada no Brasil

Em um dia de respiro para os investidores, o dólar comercial registrou uma queda significativa, fechando a R$ 5,365, o menor valor desde o início de dezembro. A moeda americana encerrou a sexta-feira (9) com recuo de 0,44%, após uma oscilação inicial que cedeu força com a divulgação de dados importantes do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Por volta das 14h, o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,35, impulsionado por notícias internacionais.

A moeda dos Estados Unidos acumula uma desvalorização de 2,24% no mês de janeiro, um alívio considerável após uma alta de 2,89% em dezembro. No acumulado do ano, a queda chega a 11,18%, refletindo um cenário de maior confiança no mercado financeiro. Essa performance positiva do real frente ao dólar é influenciada por fatores tanto externos quanto internos, que criam um ambiente mais favorável para a economia brasileira.

Conforme informação divulgada pela Reuters, a divulgação de que a economia americana criou apenas 50 mil vagas em dezembro foi recebida com otimismo pelos investidores. Esse número ficou abaixo do esperado, o que aumenta a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, possa iniciar um ciclo de cortes nas taxas de juros já no início de 2026. Juros menores em economias desenvolvidas tendem a atrair capital para mercados emergentes, como o Brasil.

Juros Americanos em Queda: Um Ímã para Capitais Estrangeiros

A expectativa de que o Fed possa reduzir os juros é um dos principais motores da queda do dólar. Taxas de juros mais baixas nos Estados Unidos tornam os investimentos em renda fixa no país menos atrativos, incentivando investidores a buscarem maior rentabilidade em outros mercados, incluindo as economias emergentes. O Brasil, com seu potencial de crescimento e taxas de juros ainda elevadas em comparação com os EUA, se beneficia diretamente desse fluxo de capital.

Petróleo em Alta e Real Valorizado Impulsionam Mercado

Além dos fatores relacionados aos juros americanos, a alta de 2% no preço do petróleo no mercado internacional nesta sexta-feira também contribuiu para a valorização do real. O Brasil é um importante exportador de commodities, e a alta nos preços do petróleo geralmente se reflete positivamente na balança comercial e na atratividade do país para investimentos. Esse cenário combinado fortalece a moeda nacional.

Inflação Brasileira e Juros do Banco Central: Equilíbrio Delicado

Olhando para o cenário interno, os dados sobre a inflação oficial do Brasil em 2025 também desempenharam um papel importante na estabilização do dólar. Apesar de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter fechado o ano passado em 4,26%, a persistência de pressões nos preços do setor de serviços sugere que o Banco Central brasileiro pode adiar o início dos cortes de juros para a reunião de março. Juros mais altos no Brasil, embora possam desestimular a bolsa de valores ao atrair investimentos para a renda fixa, são um fator de atração de capital estrangeiro, ajudando a sustentar o real.

Bolsa de Valores se Recupera e Supera os 163 Mil Pontos

No mercado de ações, o dia foi de recuperação. Após uma queda na quinta-feira, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira com alta de 0,27%, recuperando os 163 mil pontos. O indicador chegou a subir 0,81% no pico do dia, mas moderou os ganhos no período da tarde. Na semana, a bolsa brasileira acumula uma alta de 1,76%, e no ano, de 1,39%, demonstrando resiliência em meio às flutuações do mercado.