EUA na OEA: Petróleo da Venezuela não pode ficar nas mãos de adversários
Em uma reunião de emergência convocada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), o embaixador norte-americano, Leandro Rizzuto, declarou que o petróleo da Venezuela **não deve permanecer sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental**. A declaração surge em meio a tensões crescentes e a um recente incidente envolvendo a captura do presidente Nicolás Maduro.
Rizzuto enfatizou que a Venezuela não pode se tornar um centro de operações para países como Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas de inteligência. Ele argumentou que os vastos lucros do petróleo venezuelano **não estão beneficiando o povo do país**, e que os Estados Unidos buscam um futuro democrático para a nação sul-americana.
O diplomata reafirmou que a ação recente nos EUA **não foi uma invasão ou interferência na democracia venezuelana**, mas sim uma operação para cumprir uma ordem judicial visando a prisão de Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Segundo Rizzuto, essa ação removeu o principal obstáculo para a restauração da democracia e solicitou a libertação imediata de cerca de mil prisioneiros políticos.
Ação Jurídica, Não Militar, Segundo os EUA
O representante dos EUA na ONU, embaixador Michael Waltz, também negou que os Estados Unidos estejam em guerra ou ocupando a Venezuela. Ele descreveu a operação como uma **aplicação da lei facilitada pelas Forças Armadas**, com caráter jurídico e não militar. A ação resultou na retirada forçada de Maduro e sua esposa do território venezuelano.
Integrantes das forças de segurança do presidente venezuelano teriam morrido na operação, que também causou explosões na capital, Caracas. Nicolás Maduro foi levado para Nova York, onde enfrenta acusações de envolvimento com o tráfico internacional de drogas, conforme o governo dos Estados Unidos.
Maduro se Declara Preso de Guerra e Nega Acusações
O casal foi levado a um Tribunal Federal em Nova York para uma audiência de custódia. Nicolás Maduro declarou-se **inocente** das acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado. Ele se apresentou como um “prisioneiro de guerra” e um “homem decente”, e está detido em um presídio federal no Brooklyn.
Preocupação com Influências Externas na Venezuela
A posição dos Estados Unidos na OEA reflete uma **profunda preocupação com a influência de potências adversárias** na Venezuela e o controle sobre suas riquezas, especialmente o petróleo. A administração americana insiste que a intervenção visa restabelecer a ordem democrática e garantir que os recursos naturais do país beneficiem seu povo, e não sirvam a interesses geopolíticos de outros atores.
A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, enquanto os EUA reiteram seu compromisso com um futuro democrático para a Venezuela e a libertação de presos políticos. A situação exige atenção contínua, dadas as complexas relações diplomáticas e os interesses envolvidos na região.


