Gustavo Petro, presidente da Colômbia, declara que está pronto para defender o país com as armas, caso necessário, em resposta direta às ameaças militares de Donald Trump.
Em uma declaração contundente, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que está disposto a voltar a pegar em armas, se a situação assim exigir, para defender a soberania de seu país. A fala surge como resposta direta às ameaças do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu uma intervenção militar contra a Colômbia.
Petro, que tem um passado ligado ao movimento de guerrilha M19, fez questão de ressaltar seu juramento de não empunhar mais armas após o Pacto de Paz de 1989, mas enfatizou que a defesa da pátria o levaria a reconsiderar essa decisão, mesmo sem desejar tal cenário.
Conforme divulgado nas redes sociais do presidente colombiano, ele também emitiu uma ordem clara para a força pública: atirar contra o “invasor”, priorizando a defesa da soberania nacional. A declaração completa foi divulgada em plataformas digitais, gerando grande repercussão internacional e interna.
Ordem para a Força Pública: Defender a Soberania Nacional
O presidente colombiano foi enfático ao determinar que os comandantes da força pública que não defenderem a soberania popular deverão deixar imediatamente suas posições. Petro declarou que “cada soldado da Colômbia tem agora uma ordem: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia deve se retirar imediatamente da instituição, por ordem das bases, da tropa e minha”.
A Constituição colombiana, segundo Petro, ordena à força pública a defesa da soberania popular. Ele complementou a ordem, instruindo que a força pública não deve atirar contra o povo, mas sim contra o “invasor”, reforçando o compromisso com a proteção dos cidadãos e do território colombiano diante de qualquer ameaça externa.
Petro Refuta Acusações de Narcotráfico e Ilegitimidade
Em sua manifestação, Gustavo Petro listou as ações de seu governo no combate à produção e ao tráfico de drogas. Ele fez questão de desmentir as acusações de Donald Trump, afirmando que foi eleito democraticamente e não tem qualquer envolvimento com o narcotráfico. “Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante”, declarou.
O presidente colombiano também apresentou dados sobre sua situação financeira, explicando que possui apenas a casa de sua família, que ainda está sendo paga com seu salário, e que seus extratos bancários foram publicados para comprovar sua honestidade. “Ninguém pôde dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ambicioso”, acrescentou, buscando demonstrar transparência e retidão.
Ameaças de Trump e Contexto Internacional
As declarações de Petro foram uma resposta direta às acusações e ameaças feitas por Donald Trump no dia anterior. Trump acusou o presidente colombiano de “gostar de produzir cocaína” e de vendê-la aos Estados Unidos, definindo o país como “doente” e administrado por um “homem doente”, sem apresentar provas para tais alegações.
O contexto dessas trocas de farpas é a recente operação dos Estados Unidos que levou à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e seu posterior julgamento em Nova York. A ação americana gerou tensões na região e parece ter influenciado o tom das declarações de Trump em relação à Colômbia e seu líder.
Confiança no Povo e Defesa da Democracia
Gustavo Petro expressou “enorme confiança” em seu povo e pediu o apoio popular para defender o presidente de quaisquer atos violentos ou ilegítimos contra ele. Essa demonstração de confiança reforça a importância da participação cidadã na proteção das instituições democráticas e na soberania do país.
A disposição de Petro em defender a Colômbia, mesmo que isso signifique retornar ao uso das armas, demonstra a gravidade da situação e a firmeza do presidente em proteger seu país de ameaças externas e garantir a manutenção da ordem democrática e da soberania nacional.


