Prefeito de NY critica ação de Trump contra Maduro como ato de guerra e violação internacional

Prefeito de Nova York Zohran Mamdani considera captura de Nicolás Maduro um ato de guerra e violação da lei internacional

O recém-empossado prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, manifestou forte repúdio à ação da administração de Donald Trump que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Mamdani classificou o ato como um “ato de guerra” e uma clara violação da lei federal e internacional, expressando suas preocupações em coletiva de imprensa e em declarações públicas.

Segundo o prefeito, uma conversa direta com Donald Trump foi marcada pela transmissão de seu desacordo quanto à “insistência em uma mudança de regime” na Venezuela. Mamdani, que tomou posse em 1º de janeiro, ressaltou que atacar unilateralmente uma nação soberana ultrapassa os limites legais e éticos aceitáveis.

A decisão de buscar uma mudança de regime na Venezuela, alertou Mamdani, não afeta apenas o cenário internacional, mas tem implicações diretas para os nova-iorquinos. A cidade abriga dezenas de milhares de venezuelanos, e a segurança dessa comunidade é uma prioridade para o prefeito. Ele prometeu monitorar a situação de perto e emitir orientações conforme necessário.

A acusação contra Nicolás Maduro, baseada em investigações da Administração de Repressão de Drogas (DEA) que o apontam como líder do “Cartel de Los Soles”, será julgada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York. Promotores já haviam apresentado um processo em 2020, com acusações de narcoterrorismo e conspiração.

Maduro e esposa sob custódia federal em Nova York

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, encontram-se detidos em uma prisão federal no Brooklyn, Nova York, após serem capturados em Caracas. A chegada do presidente venezuelano ao estado de Nova York ocorreu na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, onde foi recebido por uma forte operação de segurança envolvendo agentes do FBI e da DEA, sob temperaturas negativas.

Após os procedimentos de identificação em uma instalação federal ligada à DEA, Maduro foi transferido para o Centro de Detenção Metropolitano. Imagens divulgadas pela presidência dos Estados Unidos mostram o líder venezuelano sendo escoltado por um corredor com a identificação da DEA.

Justiça venezuelana nomeia vice-presidente para interinidade

Em resposta à captura de Maduro, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela determinou a transferência da presidência interina para a vice-presidente executiva, Delcy Rodriguez. O objetivo é garantir a continuidade administrativa e a defesa do país. Rodriguez já exigiu a libertação imediata de Maduro, classificando-o como “o único presidente da Venezuela”, e condenou veementemente a operação militar dos Estados Unidos.

Comunidade internacional reage à ação dos EUA

A comunidade internacional tem manifestado reações diversas diante da ação dos Estados Unidos contra a Venezuela. Enquanto alguns países condenam a intervenção, outros celebram a aparente queda de Maduro. A situação continua em desenvolvimento, com incertezas sobre os próximos passos e o futuro político da Venezuela.