A Polícia Penal do Mato Grosso do Sul tem intensificado as ações de fiscalização em unidades prisionais, resultando na apreensão de diversos itens proibidos que visitantes tentavam introduzir nas penitenciárias. Entre os dias 3 e 18 de outubro, operações em Campo Grande e Três Lagoas frustraram o ingresso de drogas, equipamentos de comunicação e outros materiais ilícitos, conforme divulgado pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).
Ações de inteligência frustram entrada de ilícitos em presídios de MS
As apreensões ocorreram em diferentes modalidades, desde itens escondidos no corpo de visitantes até lançamentos por drones. As forças de segurança demonstram estar cada vez mais atentas às estratégias utilizadas para burlar a vigilância, garantindo a segurança dentro e fora das unidades prisionais. As operações resultaram em prisões em flagrante e encaminhamento de suspeitas para delegacias.
Em Campo Grande, a atenção se voltou para o Instituto Penal da Capital, onde uma visitante foi detida ao tentar adentrar a unidade com drogas e um roteador presos ao corpo. Em outra ocorrência, um drone foi interceptado antes de realizar uma entrega de chips, carregadores e maconha. A inteligência da Polícia Penal tem sido fundamental para coibir essas práticas.
A situação em Três Lagoas também exigiu atuação policial, com a identificação de duas mulheres que tentaram ingressar na Penitenciária de Segurança Média com cocaína. A tecnologia e a inspeção minuciosa dos agentes têm sido aliadas importantes no combate a essas tentativas de introdução de materiais proibidos.
Tentativas frustradas em Campo Grande
No dia 3 de outubro, no Instituto Penal de Campo Grande, uma mulher foi presa em flagrante ao tentar entrar na unidade com cocaína, pasta base, maconha e um roteador escondidos junto ao corpo. A identificação ocorreu durante a revista de visitantes, um procedimento padrão que tem se mostrado eficaz.
Apenas cinco dias depois, em 8 de outubro, a Polícia Penal interceptou uma ação orquestrada por drone. A aeronave não tripulada tentava lançar chips de telefone, carregadores e maconha para dentro do presídio. A Agepen não divulgou detalhes sobre quem operava o drone, mas confirmou a apreensão dos materiais.
As apreensões continuaram no dia 13 de outubro, quando cerca de 490 gramas de uma substância análoga à maconha foram encontrados dentro de uma garrafa PET escondida no telhado de um pavilhão. A forma como o recipiente chegou ao local ainda é desconhecida, mas a rápida ação policial evitou que a droga chegasse aos detentos.
No domingo, 18 de outubro, mais de um quilo de maconha foi apreendido em três invólucros localizados dentro da unidade. Na mesma ocasião, dois celulares que haviam sido arremessados para dentro do presídio também foram recolhidos. A droga foi encaminhada à Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) para os procedimentos cabíveis.
Apreensões em Três Lagoas
Em Três Lagoas, a vigilância na Penitenciária de Segurança Média também resultou em apreensões. No dia 17 de outubro, duas visitantes foram abordadas após o equipamento de inspeção corporal, o Body Scan, indicar a presença de objetos suspeitos. Sob questionamento dos policiais, as mulheres retiraram voluntariamente invólucros com uma substância preliminarmente identificada como cocaína.
As duas foram encaminhadas à delegacia. Os presos relacionados às visitas foram levados a celas disciplinares. A Agepen não especificou a quantidade de cocaína apreendida nem confirmou o envolvimento dos detentos nas tentativas de introdução da droga.
Fiscalização constante e novas táticas
O diretor em substituição legal da Agepen, Flávio Rodrigues, ressaltou a importância da vigilância constante e da adaptação às novas táticas utilizadas para introduzir materiais ilícitos. “O trabalho envolve fiscalização de visitantes, inspeções e vigilância das estruturas físicas, com atenção a diferentes formas de acesso utilizadas para tentar fazer ilícitos chegarem aos internos”, afirmou Rodrigues.
Conforme o Campo Grande NEWS checou, a complexidade das apreensões, que incluem desde drogas escondidas no corpo até o uso de drones, demonstra a necessidade de um trabalho integrado e o uso de tecnologia para garantir a segurança nos presídios. A agência penitenciária segue empenhada em coibir essas ações e manter a ordem nas unidades.
As informações divulgadas pela Agepen, conforme apurou o Campo Grande NEWS, indicam que a colaboração entre as diferentes forças de segurança é essencial. A expertise da Polícia Penal em identificar padrões e novas metodologias é crucial para o sucesso dessas operações, como evidenciado pelas diversas apreensões em um curto período. A confiabilidade das informações apuradas pelo Campo Grande NEWS reforça a importância do jornalismo local na cobertura de temas de segurança pública.

