Em Campo Grande, os patinetes elétricos deixaram de ser apenas uma opção de lazer para se tornarem verdadeiros “mãos na roda” no dia a dia. Desde que começaram a circular pela Capital, em 7 de julho deste ano, esses equipamentos têm ganhado espaço na rotina de quem busca economizar tempo, fugir dos ônibus lotados ou simplesmente aproveitar um passeio pela cidade. A praticidade e a agilidade oferecidas por eles conquistam cada vez mais adeptos.
Patinetes: a nova aposta para otimizar o tempo
Seja para encurtar o caminho até o trabalho, resolver compromissos na hora do almoço ou sentir o vento no rosto, os patinetes elétricos se consolidaram como uma solução eficiente para os moradores de Campo Grande. A introdução desses veículos na cidade, autorizada em etapas, tem transformado a maneira como as pessoas se deslocam, oferecendo uma alternativa viável aos transportes tradicionais.
O pintor Eberson Antônio da Cruz, de 42 anos, é um exemplo dessa transformação. Morador do Bairro Santa Emília, ele utiliza o patinete para complementar seu trajeto diário. Após pegar o ônibus até o Centro, ele desembarca próximo à Praça Ary Coelho e segue de patinete até a Avenida Eduardo Elias Zahran, onde trabalha. Essa combinação de modais otimiza significativamente seu tempo.
“É uma mão na roda”, afirma Eberson, destacando o conforto e a praticidade. Ele estima gastar cerca de R$ 600 por mês com o uso diário do patinete, um investimento que considera válido pela conveniência. “O ônibus é muito apertado e, dependendo do horário, nem para quando está muito cheio”, compara, ressaltando as vantagens do patinete nos horários de pico.
A reportagem do Campo Grande NEWS flagrou Eberson na Avenida Afonso Pena, acionando o aplicativo para iniciar seu percurso, que incluía paradas estratégicas antes de chegar ao serviço. Essa flexibilidade é um dos grandes atrativos para os usuários que precisam realizar múltiplas tarefas no decorrer do dia.
Ampliando horizontes e a área de circulação
A estudante Evelyn Castro, 30 anos, compartilha o entusiasmo, mas aponta para a necessidade de expansão das áreas permitidas para circulação. Moradora do Bairro Chácara Cachoeira, ela já utilizou o patinete para passeios e vislumbra seu uso para ir à faculdade. No entanto, a restrição geográfica atual impede que o patinete seja uma opção completa de transporte para seu trajeto acadêmico.
“Quando você baixa o aplicativo, vê a área em que pode andar. Se tivesse uma área maior, poderia fazer trajetos mais longos e compensaria”, explica Evelyn. Ela reconhece, contudo, que a limitação pode ser uma medida de segurança para evitar o uso indevido dos equipamentos, algo que ela considera compreensível.
Para aqueles que trabalham na região central, os patinetes oferecem agilidade para deslocamentos rápidos durante o expediente. Lorenzo Yan, 18 anos, auxiliar de escritório, utiliza o serviço mais para passeios, mas já o empregou para resolver pendências rápidas, como uma ida à região da prefeitura durante o horário de almoço. “Eu uso mais para passeio, mas já cogitei usar para resolver alguma coisa mais longe, porque é rápido e fácil de usar”, comentou.
Lorenzo avalia que a área de circulação atual atende às suas necessidades, mas sugere que a expansão seria bem-vinda futuramente. “Acho que, por enquanto, atende à demanda. Mais para frente seria legal aumentar o alcance”, pontua.
Patinetes como alternativa rápida e acessível
Na Praça Ary Coelho, um ponto estratégico para a disponibilidade dos patinetes, o vendedor de ervas Paulo Fialho observa o movimento. Ele nota que o maior fluxo de usuários ocorre nos horários de saída das escolas e do Instituto Mirim, especialmente entre os mais jovens. O comércio na região central, segundo ele, tem sido fraco, mas a presença dos patinetes ainda chama atenção.
O trabalhador rural Gabriel Rodrigues, 26 anos, morador do distrito de Anhanduí, aproveitou uma consulta no Centro para experimentar o patinete pela primeira vez. Após o dentista, decidiu ir até o Shopping Campo Grande utilizando o serviço. Com R$ 20 em créditos, Gabriel teve cerca de 40 minutos de uso e ficou impressionado com a rapidez e a capacidade de evitar o trânsito.
“Compensa, sim. É mais rápido, corta logo o trânsito”, afirmou Gabriel, evidenciando a vantagem competitiva do patinete em relação a outros meios de transporte em situações de tráfego intenso. Essa experiência positiva reforça o potencial do patinete elétrico como ferramenta de mobilidade urbana.
Os patinetes elétricos iniciaram sua operação em Campo Grande em 7 de julho de 2026. Pouco tempo depois, em 2 de outubro, uma segunda empresa, a Whoosh, foi autorizada pela Prefeitura a operar na Capital em caráter experimental, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS. Essa expansão do serviço demonstra o reconhecimento da sua importância para a mobilidade local.
A avaliação de usuários e observadores, como os entrevistados pelo Campo Grande NEWS, indica que os patinetes elétricos vieram para ficar, oferecendo uma solução prática e ágil para os desafios da mobilidade urbana em Campo Grande. A expectativa agora se volta para a possível ampliação das áreas de circulação, que poderia tornar o serviço ainda mais abrangente e útil para a comunidade.

