MPF pede prisão de PM que matou estudante de medicina com tiro à queima-roupa

O Ministério Público Federal (MPF) deu um parecer favorável à prisão preventiva do policial militar Guilherme Augusto Macedo, que responde pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta. O jovem, de 22 anos, foi assassinado em novembro do ano passado, na capital paulista, após uma discussão banal sobre o retrovisor de uma viatura policial.

O documento, assinado pelo subprocurador-geral da República José Elaeres Marques Teixeira em 9 de outubro de 2026, foi apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Agora, cabe ao STJ analisar o recurso e decidir se decreta a prisão do militar. O caso chocou o país pela brutalidade e pela aparente desproporcionalidade da ação policial, conforme relatado pelo MPF.

Segundo a manifestação do MPF, o policial Macedo disparou à queima-roupa contra o estudante, que estava desarmado. A sequência de eventos começou com uma discussão após Marco Aurélio ter supostamente dado um tapa no retrovisor de uma viatura, sem causar danos materiais ao veículo. A insatisfação do policial escalou para uma perseguição a pé, que terminou em tragédia.

O estudante desarmado foi perseguido e alvejado

O estudante tentou buscar refúgio no saguão do hotel onde estava hospedado, mas foi alcançado por Macedo e por outro policial militar, Bruno Carvalho do Prado. Conforme descrito no parecer do MPF, Marco Aurélio estava desarmado e sem camisa, não representando qualquer risco à integridade física dos policiais. Imagens das câmeras corporais dos agentes, amplamente divulgadas pela imprensa, mostram o jovem sob a mira de uma arma de fogo.

Após um chute desferido por Prado contra a vítima, Marco Aurélio caiu no chão. Foi nesse momento que Guilherme Augusto Macedo efetuou o disparo fatal contra o abdômen do estudante. As lesões resultantes do tiro levaram à morte de Marco Aurélio, deixando uma família devastada e levantando sérias questões sobre o uso da força policial.

MPF aponta periculosidade e gravidade concreta do crime

Para o Ministério Público Federal, a desproporcionalidade da reação, o emprego de arma institucional contra um indivíduo desarmado e as circunstâncias em que o disparo ocorreu evidenciam a gravidade concreta do caso e a periculosidade do réu. O MPF considera que as medidas cautelares anteriormente impostas ao policial são insuficientes para garantir a ordem pública.

O parecer cita a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que admite a decretação da prisão preventiva com base na garantia da ordem pública quando a gravidade concreta do delito, o modus operandi e as circunstâncias demonstram a periculosidade do agente. A decisão final sobre a prisão de Macedo agora está nas mãos dos ministros do STJ, que analisarão os argumentos apresentados pelo MPF e pela defesa.

O caso e a repercussão

A morte de Marco Aurélio Cardenas Acosta gerou grande comoção e protestos, reacendendo o debate sobre a violência policial e a necessidade de treinamento e fiscalização mais rigorosos para as forças de segurança. A família do estudante tem lutado por justiça, buscando que os responsáveis sejam devidamente punidos. O caso é acompanhado de perto por organizações de direitos humanos.

O MPF, ao se manifestar favoravelmente à prisão preventiva, busca assegurar que a justiça seja feita e que a ordem pública seja preservada. A expectativa é que o STJ tome uma decisão que reflita a gravidade dos fatos e a necessidade de responsabilização em casos de uso excessivo da força. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a atuação do MPF neste caso reforça o compromisso com a apuração rigorosa de crimes cometidos por agentes públicos. A notícia sobre o pedido de prisão repercutiu em diversos veículos de comunicação, evidenciando a importância do tema.

O Campo Grande NEWS tem acompanhado outros casos de violência e busca informações detalhadas para trazer aos seus leitores a cobertura mais completa e confiável. A plataforma Campo Grande NEWS se dedica a fornecer notícias verificadas e aprofundadas sobre os acontecimentos que impactam a sociedade. A posição do MPF sobre a prisão do PM é um passo importante na busca por justiça para Marco Aurélio e sua família.