Ex-policial militar é pego com arma restrita da PMMS em Campo Grande
Um empreiteiro de 43 anos, que já serviu à Polícia Militar de Santa Catarina, foi detido em flagrante na tarde de segunda-feira (12), em Campo Grande. A abordagem ocorreu na Avenida Capibaribe, no Bairro Jardim Petrópolis, e resultou na apreensão de uma pistola calibre .40 pertencente à Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS).
A ação foi realizada pela equipe da ROTAC (Rondas Ostensivas Táticas e de Ação Coletiva), vinculada ao Batalhão de Choque da PMMS. O homem, que possui antecedentes criminais e foi diagnosticado com esquizofrenia, alegou que a arma estava com ele para fins de manutenção e pertencia a um cabo da reserva.
Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a prisão ocorreu após a equipe policial avistar um veículo estacionado com características semelhantes às de um carro utilizado em uma ocorrência anterior de porte de arma em uma tabacaria. Ao abordar o condutor, os policiais encontraram a pistola calibre .40 na cintura do empreiteiro.
A arma, um modelo Taurus MD6, ostentava o brasão da PMMS e estava com um carregador contendo seis munições intactas, sendo quatro de calibre .40 e duas de calibre 9 mm. O suspeito não apresentou porte de arma e admitiu informalmente seu envolvimento no episódio da tabacaria.
Histórico criminal e condição de saúde do suspeito
A verificação dos antecedentes criminais do empreiteiro revelou registros em Santa Catarina por crimes como furto, roubo, violência doméstica, desobediência, ameaça e estelionato. Durante a abordagem, o homem informou aos policiais ser ex-militar, ter diagnóstico de esquizofrenia e fazer uso contínuo de medicamentos controlados.
Diante do estado de inquietação apresentado, o uso de algemas foi justificado para garantir a segurança da equipe. O suspeito foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, sem lesões aparentes.
Defesa busca relaxamento da prisão
A defesa do ex-policial militar, representada pela advogada Kelli Cristiane Aparecida Hilário, entrou com pedido de relaxamento da prisão. O pedido foi acompanhado de documentos médicos que comprovam o tratamento psiquiátrico para esquizofrenia.
A defesa também argumentou sobre a suposta ilegalidade da abordagem inicial e requereu a concessão de liberdade provisória com medidas cautelares diversas. Foi enfatizada a necessidade de cumprimento das diretrizes da política antimanicomial e o encaminhamento do indivíduo à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) para assegurar a continuidade do tratamento medicamentoso.
Audiência de custódia agendada
A audiência de custódia do ex-policial militar está marcada para esta quarta-feira (14). O caso gerou preocupação sobre o porte de armas restritas e a atuação de ex-militares na posse de armamento oficial. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a investigação sobre a origem e o destino da arma continuará.
A posse de arma de fogo de uso restrito é um crime grave, e a presença de uma pistola da PMMS em posse de um indivíduo não autorizado levanta sérias questões sobre a segurança e o controle de armamentos. A rápida ação da ROTAC foi crucial para evitar possíveis desdobramentos perigosos da situação.
Apesar de a defesa alegar que a arma seria para manutenção, a legislação brasileira é rigorosa quanto ao porte e posse de armas de fogo, especialmente as de uso restrito. A investigação deverá esclarecer todos os detalhes sobre como a arma saiu da corporação e chegou às mãos do empreiteiro. O Campo Grande NEWS acompanha o caso de perto e trará atualizações assim que disponíveis.
A presença de antecedentes criminais, somada ao diagnóstico de esquizofrenia, adiciona complexidade ao caso, levantando debates sobre a responsabilidade individual e a necessidade de acompanhamento psicológico e psiquiátrico adequado para ex-militares.

