Idosa perde R$ 33 mil para falso funcionário de banco em Campo Grande

Uma senhora de 69 anos foi vítima de um golpe financeiro em Campo Grande, perdendo a expressiva quantia de R$ 33.387,83. O crime ocorreu na última sexta-feira (2) e foi registrado na 7ª Delegacia de Polícia Civil. A ação criminosa envolveu um falso funcionário do Banco do Brasil que, através de uma chamada de vídeo, enganou a idosa, levando-a a autorizar transações fraudulentas em sua conta.

Golpe do falso funcionário rouba R$ 33 mil de idosa

A vítima recebeu uma ligação em vídeo de um número com DDD 11. O interlocutor se apresentou como funcionário do Banco do Brasil e alegou haver transações suspeitas na conta da aposentada. Sob o pretexto de segurança, o golpista instruiu a idosa a acessar o aplicativo do banco e, em seguida, enviou um link e outras orientações para que ela supostamente verificasse as movimentações.

O início da fraude: Pix e compras não reconhecidas

Ao seguir as instruções do criminoso e acessar sua conta bancária, a idosa se deparou com duas transferências via Pix que ela não reconhecia. Os valores somavam R$ 5.587,98 e R$ 6.299,85. Além disso, uma compra no valor de R$ 7.600, realizada por meio de uma maquininha de cartão, também apareceu em seu extrato. Inicialmente, a soma das movimentações desconhecidas chegava a R$ 19.654,50.

A suspeita de fraude começou a surgir quando o falso funcionário pediu que a vítima confirmasse as transações. Como ela não havia efetuado nenhum desses pagamentos, a desconfiança aumentou. Foi então que a idosa decidiu procurar uma agência do Banco do Brasil para entender o que havia acontecido.

Prejuízo totaliza mais de R$ 33 mil com novas descobertas

Na agência bancária, a situação se agravou. Foram identificadas mais duas compras feitas com o cartão da vítima, totalizando R$ 8 mil e R$ 5,9 mil. Essas novas transações somaram R$ 13.900. Diante do ocorrido, o Banco do Brasil abriu uma contestação referente a essas compras. Com a soma de todas as movimentações não autorizadas, o prejuízo total da idosa atingiu R$ 33.387,83.

A vítima enfatizou que não realizou nenhum dos Pix nem as compras e que não tem conhecimento de como as operações foram efetuadas. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o caso foi registrado na polícia para que as autoridades possam investigar e tentar recuperar os valores perdidos. Conforme informação divulgada pelo g1, o registro policial foi elaborado para ser apresentado ao banco na tentativa de reaver o dinheiro. O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.

Alerta para golpes bancários e como se proteger

Este lamentável episódio serve como um **forte alerta** para a população sobre os perigos dos golpes financeiros, especialmente aqueles direcionados a idosos. Criminosos estão cada vez mais sofisticados em suas abordagens, utilizando técnicas de engenharia social para enganar suas vítimas.

É fundamental que os clientes bancários, principalmente os mais vulneráveis, redobrem a atenção. Nunca compartilhe senhas, códigos de segurança ou dados pessoais por telefone, SMS ou e-mail. Desconfie de ligações inesperadas que solicitam acesso ao seu aplicativo bancário ou informações financeiras. O Campo Grande NEWS reforça a importância de sempre verificar a identidade de quem entra em contato, buscando canais oficiais do banco em caso de dúvidas.

Em situações como essa, o recomendado é **sempre procurar uma agência física** ou utilizar os canais de atendimento oficiais do banco para confirmar qualquer informação ou solicitação suspeita. A agilidade em desconfiar e buscar ajuda profissional pode evitar perdas financeiras significativas. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a vítima agiu corretamente ao ir até a agência bancária ao desconfiar da situação.

As autoridades policiais de Campo Grande estão investigando o caso para identificar e prender os responsáveis por este golpe. A colaboração da vítima com a polícia, fornecendo todas as informações necessárias, é crucial para o avanço das investigações e a possível recuperação dos valores. O crime de estelionato, previsto no Código Penal, pode acarretar penas de reclusão.