Senado vota fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho na terça-feira
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, definiu para a próxima terça-feira, 6 de outubro, a data para a votação em Plenário da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa acabar com a escala de trabalho 6×1. A proposta, que também prevê a redução da jornada de trabalho semanal, já foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda análise na Casa Alta do Congresso Nacional.
A decisão de pautar a matéria foi anunciada pela assessoria da presidência do Senado, que destacou a importância do tema para a sociedade brasileira. “O tema, de ampla relevância para a sociedade brasileira, será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”, afirmou a nota oficial. A PEC, que tramita há algum tempo, tem gerado expectativas e debates entre trabalhadores e empregadores.
A base do governo na Casa tentou acelerar a análise da proposta anteriormente, mas Alcolumbre optou por manter o texto parado, encaminhando-o apenas em agosto para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Mesmo após a aprovação na CCJ no início de setembro, o presidente do Senado adiou a votação em Plenário, prometendo que ocorreria após as eleições, em resposta a um apelo do senador Paulo Paim (PT-RS).
Entenda a PEC do fim da escala 6×1
A PEC 221 de 2019 é o foco da discussão e busca **instituir a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana**, pondo fim à escala 6×1, que permite apenas um dia de folga. Além disso, a proposta visa **reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais**, sem que haja qualquer tipo de redução salarial para os trabalhadores.
Para categorias com jornadas especiais, a proposta prevê mecanismos para compensar o sábado ou domingo trabalhados. No entanto, a garantia de **duas folgas remuneradas por semana** é mantida, com a ressalva de que essas folgas devem ser gozadas, preferencialmente, no mesmo mês. Essa flexibilidade busca atender às particularidades de diferentes setores da economia.
A proposta também estabelece uma **regra de transição de até 14 meses** para a sua implementação. Uma exceção notável é para os trabalhadores terceirizados da Administração Pública, que terão uma regra de transição diferenciada, ainda a ser especificada em regulamentação posterior. Conforme apurou o Campo Grande NEWS, a medida visa garantir uma adaptação suave às novas regras, minimizando impactos imediatos.
A importância do descanso semanal
A escala 6×1, que permite um dia de descanso a cada seis dias de trabalho, é amplamente utilizada em setores como o varejo e serviços. Críticos argumentam que essa escala é **prejudicial à saúde física e mental** dos trabalhadores, contribuindo para o estresse, fadiga e aumentando o risco de acidentes de trabalho. A garantia de dois dias de descanso consecutivos é vista como fundamental para a recuperação e o bem-estar.
A redução da jornada de trabalho, por sua vez, é uma demanda histórica de movimentos sindicais e trabalhadores. A expectativa é que a diminuição das horas trabalhadas possa levar a uma **melhor qualidade de vida**, mais tempo para lazer, convívio familiar e desenvolvimento pessoal, além de potencialmente gerar mais oportunidades de emprego, ao distribuir a carga de trabalho.
Histórico e expectativas para a votação
A PEC tem o senador Paulo Paim como um de seus maiores defensores. Em sua última legislatura, Paim tem se dedicado a pautar e defender o fim da escala 6×1. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao prometer a votação após as eleições, atendeu a um pedido do senador gaúcho, reforçando o compromisso com o debate do tema. A declaração ocorreu em 3 de setembro, durante uma sessão deliberativa.
A expectativa é de um debate acalorado no Plenário do Senado, com diferentes visões sobre os impactos econômicos e sociais da proposta. A assessoria da presidência do Senado reiterou que a discussão ocorrerá com “responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas”. O Campo Grande NEWS acompanhou de perto os desdobramentos dessa tramitação, trazendo atualizações sobre o andamento da matéria.
A aprovação da PEC no Senado é vista como um passo crucial para a consolidação de direitos trabalhistas mais modernos e alinhados com as necessidades da sociedade atual. A decisão final sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho está agora nas mãos dos senadores, que terão a oportunidade de moldar o futuro das relações de trabalho no Brasil. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a sociedade civil organizada acompanha atentamente os desdobramentos desta votação que pode impactar milhões de trabalhadores brasileiros.


