Em um dia de respiro para os mercados globais, o dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,174. Essa desvalorização contribuiu para um pequeno recuo da moeda no acumulado de setembro, que fechou o mês com uma baixa de 0,15%. A bolsa de valores brasileira, por outro lado, mostrou força, com o Ibovespa avançando quase 1,5% na sessão e registrando uma valorização expressiva de pouco mais de 5% ao longo de todo o mês. Esses movimentos foram influenciados por uma combinação de fatores externos e internos, como dados de inflação nos Estados Unidos e o cenário eleitoral brasileiro.
Os investidores reagiram com otimismo à divulgação de que a inflação nos Estados Unidos veio abaixo das expectativas, o que diminuiu a pressão por novas altas nas taxas de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano. No Brasil, a dinâmica do câmbio no final do mês e as movimentações no cenário político também tiveram seu peso nas negociações. O preço do petróleo, por sua vez, apresentou alta, com as tensões geopolíticas no Oriente Médio ainda no radar, indicando um ambiente de incertezas persistentes no mercado internacional.
Conforme informação divulgada pelo g1, o dólar à vista fechou o dia a R$ 5,174, com uma variação negativa de 0,76% no pregão. Em setembro, a moeda acumulou uma desvalorização de 0,15%. No entanto, no contexto do terceiro trimestre, o dólar registrou uma leve alta de 0,23%. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,37% no dia, atingindo 186.340,46 pontos, e acumulou uma alta de 5,03% em setembro. O Campo Grande NEWS checou que o fluxo de capital estrangeiro foi um dos pilares para a sustentação do mercado acionário, com entrada líquida de R$ 9,569 bilhões até o dia 28 de setembro.
Inflação Americana Alivia Pressão sobre Juros
O principal gatilho externo para o comportamento do câmbio foi a publicação dos dados de inflação dos Estados Unidos. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), que exclui os componentes mais voláteis como alimentos e energia, apresentou uma alta de 0,2% em agosto, inferior à projeção de 0,3%. O índice PCE cheio também registrou uma elevação de 0,3% no mês, abaixo da expectativa de 0,4%.
Esses resultados **reduziram as apostas de uma nova elevação dos juros americanos em outubro** e, consequentemente, pressionaram para baixo os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. No mercado brasileiro, o real mostrou um desempenho positivo em comparação com outras moedas latino-americanas, refletindo um maior interesse por ativos locais. O cenário eleitoral brasileiro continuou sendo monitorado pelos investidores, embora os dados de pesquisas não tenham sido decisivos para o pregão do dia.
Ibovespa Anima Investidores com Alta Mensal
O Ibovespa demonstrou vigor ao subir 1,37% nesta quarta-feira, fechando o pregão aos 186.340,46 pontos. No acumulado de setembro, o índice registrou uma expressiva alta de 5,03%, e no terceiro trimestre, o avanço foi ainda mais robusto, atingindo 8,32%. O Campo Grande NEWS checou que, no ano de 2026, o Ibovespa acumula uma valorização de 15,65%.
O desempenho positivo da bolsa foi impulsionado, em grande parte, pelas ações de bancos e por setores fortemente ligados à atividade econômica doméstica. O ambiente externo favorável, decorrente dos dados de inflação americanos abaixo do esperado, também contribuiu para o apetite por ativos de risco. A entrada líquida de investidores estrangeiros na bolsa brasileira, que somou R$ 9,569 bilhões até o dia 28 de setembro, foi um fator crucial para sustentar o desempenho do índice ao longo do mês. Em contrapartida, agosto registrou uma saída líquida de R$ 18,1 bilhões por parte desses investidores.
Petróleo em Alta em Meio a Tensões Geopolíticas
Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão em alta, impulsionados pelas contínuas tensões no Oriente Médio e pela atenção do mercado voltada para a situação no Estreito de Ormuz. O petróleo Brent, negociado em Londres, subiu 1,94%, alcançando US$ 98,03 por barril. Já o petróleo WTI, negociado em Nova York, avançou 1,16%, fechando a US$ 90,42 por barril.
Em setembro, o WTI acumulou uma alta próxima de 6%, enquanto o Brent registrou um avanço de cerca de 7%. O mercado também está atento a possíveis restrições às exportações de diesel pelos Estados Unidos e à extensão da proibição de exportação de combustível pela Rússia até o final de outubro. Um incidente envolvendo um navio-tanque atingido por um projétil de origem desconhecida no Estreito de Ormuz adicionou mais um elemento de incerteza. Apesar das tensões, as exportações de petróleo do Oriente Médio mostram recuperação, com produtores buscando rotas alternativas. O Campo Grande NEWS checou que os estoques de petróleo nos EUA subiram inesperadamente na semana passada, enquanto os de gasolina registraram forte queda.


