Menino com suspeita de febre maculosa será transferido após apelo da mãe

Uma criança de dois anos, com suspeita de febre maculosa, será transferida do Pronto Atendimento Pediátrico (PAI) Tiradentes para o Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande. A informação foi confirmada pela mãe da criança nesta quarta-feira (30), que aguarda a chegada da ambulância para o transporte. Os sintomas da doença surgiram no último domingo, após o menino ter contato com carrapatos na casa da avó.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que o paciente está estável e sob os cuidados da equipe médica. O caso foi notificado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) como suspeita de febre maculosa. A confirmação da doença depende de exames sorológicos, cujos resultados podem levar até 21 dias para serem divulgados. O último caso confirmado de febre maculosa em Mato Grosso do Sul foi registrado em 2018.

Dayana Cristina de Oliveira, mãe do menino, relatou que o filho esperou por quase um dia pela vaga de transferência. Os sintomas começaram na noite de domingo (27), com febre, e na segunda-feira (28), o quadro evoluiu com o aparecimento de bolinhas vermelhas nas mãos, pernas, lábios e garganta, além de bolhas dentro da boca. A mãe chegou a comprar um antibiótico indicado para a doença, pois a unidade de saúde não o possuía em estoque.

Sintomas da Febre Maculosa

A febre maculosa é uma doença infecciosa grave, causada por uma bactéria transmitida pela picada do carrapato-estrela. Os principais sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas e vômitos, diarreia ou dor abdominal, dor muscular constante, e inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e solas dos pés. Em casos mais graves, podem surgir manchas vermelhas na pele que não coçam, gangrena nos dedos e orelhas, e até paralisia que pode levar à parada respiratória.

O Sinan registra o caso com sintomas como febre, dor de cabeça, mialgia (dor muscular), petéquias (pontos vermelhos ou roxos na pele e mucosas) e histórico de picada de carrapato. A confirmação depende de exames que podem demorar até três semanas para apresentar resultados, conforme o Campo Grande NEWS apurou.

Histórico da Doença no Estado

O último caso confirmado de febre maculosa em Mato Grosso do Sul ocorreu em 2018. A vítima era um homem de 34 anos, morador de Campo Grande, que havia frequentado uma área rural de Sidrolândia antes de contrair a infecção. A doença, embora rara, exige atenção e diagnóstico rápido devido à sua gravidade potencial. A Sesau mantém o acompanhamento do paciente, garantindo que ele receba os cuidados necessários enquanto se aguarda a confirmação diagnóstica.

A mãe buscou agilidade na transferência do filho, demonstrando a preocupação com a evolução dos sintomas. A aquisição de medicação por conta própria evidencia a urgência da situação e a necessidade de acesso rápido a tratamentos específicos. O caso serve como alerta para a importância da prevenção e do reconhecimento precoce dos sinais da febre maculosa, especialmente em áreas com maior incidência de carrapatos.

Prevenção e Cuidados

A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato-estrela, que geralmente é encontrado em áreas rurais e de mata. A prevenção envolve evitar o contato com carrapatos, utilizando roupas claras e que cubram a maior parte do corpo ao frequentar locais de risco, e inspecionar o corpo após passeios em áreas de mata. Em caso de encontrar um carrapato, ele deve ser removido com cuidado, utilizando uma pinça, sem esmagá-lo.

A busca por atendimento médico imediato ao surgirem os primeiros sintomas, como febre, dor de cabeça e manchas na pele, é crucial para o sucesso do tratamento. O diagnóstico precoce e a administração do antibiótico correto podem evitar complicações graves e salvar vidas. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a orientação é sempre procurar um serviço de saúde ao identificar qualquer sinal suspeito. A rápida ação da família e a mobilização para a transferência do menino refletem a gravidade do quadro e a busca por o melhor atendimento possível, como destacado em matérias anteriores do Campo Grande NEWS sobre saúde pública.