Ministra Margareth Menezes associa calorão em Campo Grande a mudanças climáticas

Calor intenso em MS: Ministra Margareth Menezes alerta para urgência climática

O Mato Grosso do Sul registrou temperaturas extremas nesta segunda-feira (28), com Corumbá atingindo a marca de 43,2°C e nove cidades superando os 40°C. Em meio a este cenário de calorão, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, aproveitou sua visita à Comunidade Tia Eva, em Campo Grande, para reforçar a importância do debate sobre as mudanças climáticas e a necessidade de maior engajamento da população na preservação ambiental.

A declaração da ministra ocorreu durante a cerimônia de entrega do certificado de tombamento do quilombo, um momento de grande significado cultural e histórico para a comunidade. A coincidência entre sua presença e as elevadas temperaturas serviu como um gatilho para a reflexão sobre os efeitos cada vez mais evidentes do aquecimento global.

A ministra Margareth Menezes ressaltou que o calor intenso vivenciado em Mato Grosso do Sul é um reflexo das transformações climáticas globais, enfatizando a necessidade de uma **conscientização generalizada** sobre o tema. Ela defende que a discussão sobre o clima vá além dos círculos científicos e alcance o cidadão comum, integrando-se às práticas cotidianas.

Ação individual e coletiva para a preservação ambiental

Em entrevista ao Campo Grande NEWS, a ministra enfatizou que a preservação do meio ambiente deve se tornar uma pauta diária, envolvendo a **participação ativa de cada indivíduo**. Ela citou a importância de cuidar das florestas e dos rios como elementos cruciais para o restabelecimento do equilíbrio ecológico, essencial para a sobrevivência no planeta.

“Cada um de nós tem que ser, a partir de agora, mais um agente para preservar a natureza, para mudar a nossa cultura em relação à disposição dos nossos patrimônios, das florestas, dos rios, porque isso é o equilíbrio que a gente precisa para viver. Se esquentar mais um pouquinho, ninguém vai nem existir mais. Então, é disso que se trata”, declarou a ministra, em uma fala que resume a urgência da situação.

Recordes de temperatura e alerta do Inmet

O calor extremo em Mato Grosso do Sul faz parte de um episódio de onda de calor que já vinha sendo monitorado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Dados parciais compilados até as 15h de segunda-feira indicavam temperaturas acima de 40°C em nove estações meteorológicas do estado. Corumbá, localizada na região pantaneira, registrou a segunda maior temperatura do Brasil naquele dia, com 43,2°C, atrás apenas de Nova Xavantina, em Mato Grosso, que marcou 43,3°C.

O Inmet havia emitido um **aviso vermelho de onda de calor** para diversas áreas do Centro-Oeste, incluindo Mato Grosso do Sul, prevendo temperaturas que poderiam superar a média climatológica em 5°C por vários dias consecutivos. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o alerta foi atualizado e permanece vigente até quarta-feira (30) para o extremo leste de Mato Grosso do Sul e regiões de São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

Previsão de queda nas temperaturas

A boa notícia é que uma frente fria deve avançar pelo Centro-Sul do país nos próximos dias, trazendo um alívio do calor intenso. Segundo o Inmet, a partir de quinta-feira (1º), as áreas mais afetadas pelas altas temperaturas já poderão registrar máximas próximas ou até inferiores à média para esta época do ano. Essa mudança climática é esperada com grande expectativa pela população, que tem sofrido com o calor extremo.

A visita da ministra Margareth Menezes à Comunidade Tia Eva, além de celebrar o tombamento do quilombo, serviu como um importante palco para disseminar uma mensagem crucial sobre a **responsabilidade ambiental**. A expectativa é que, com o reforço de figuras públicas e a divulgação de informações claras, como as apresentadas pelo Campo Grande NEWS, a conscientização sobre as mudanças climáticas ganhe ainda mais força no debate público e nas ações práticas.

A **onda de calor** que assola o estado é um lembrete contundente de que os efeitos das mudanças climáticas já são uma realidade e exigem ação imediata. A declaração da ministra Margareth Menezes ecoa a necessidade de um compromisso coletivo com a preservação do nosso planeta, garantindo um futuro mais equilibrado e sustentável para todos.