A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), admitiu ter enfrentado um dilema financeiro crítico em setembro de 2025, quando precisou decidir entre garantir o pagamento dos servidores municipais em dia ou investir na recuperação das vias da cidade. A declaração foi feita durante um evento no Paço Municipal, onde a prefeita assinou um decreto que beneficia a categoria dos taxistas, que sofrem diariamente com as condições precárias das ruas.
Adriane Lopes explicou que, diante da necessidade de alocação de recursos, a prioridade foi dada aos salários. “Fiz a escolha de pagar os salários em dia”, afirmou a prefeita, buscando justificar a situação atual. Segundo ela, a gestão municipal agora se dedicará a intensificar as operações de tapa-buracos, com a promessa de um mutirão que abrangerá as sete regiões da cidade.
A prefeita também pediu mais paciência aos taxistas e à população em geral, reconhecendo a demora na recuperação das ruas. Ela assegurou que, ainda neste ano, o recapeamento de vias importantes para o transporte público começará. “Peço um pouco mais de paciência, porque há muita coisa boa para acontecer. A partir deste ano, vamos começar a recapar as linhas do transporte”, declarou Adriane Lopes, buscando tranquilizar os motoristas que dependem das boas condições das estradas para trabalhar.
Recursos Federais e a Espera pelo Dinheiro
Apesar do reconhecimento federal da situação de emergência em Campo Grande, decorrente de um vendaval, os R$ 40 milhões solicitados pelo município ainda não chegaram aos cofres da prefeitura. Conforme informado pela prefeita, o valor foi calculado com base nos estragos causados e no número de pessoas que buscaram auxílio junto ao poder público municipal. O plano emergencial foi encaminhado ao Governo Federal na última sexta-feira (18) e está sob análise.
A demora na liberação dos recursos federais impacta diretamente a capacidade da prefeitura de realizar obras de maior vulto e de forma mais célere. O montante solicitado visa cobrir os custos emergenciais e iniciar os trabalhos de recuperação e reconstrução de áreas afetadas, bem como a manutenção da infraestrutura urbana.
Líder Religioso e o Chamado às Urnas
Em outro contexto, o apóstolo José Edmilson Oliveira, fundador da Igreja Evangélica Comunidade Global (IECG), divulgou um vídeo com um apelo aos seus fiéis para que participem ativamente do processo eleitoral. O líder religioso, que comanda uma congregação com cerca de cinco mil membros, conforme estimativas institucionais, busca mobilizar a comunidade para que não se omita nas eleições.
Oliveira enfatizou que a omissão eleitoral “tem um preço” e incentivou os seguidores a votarem em candidatos alinhados com seus valores. Para ilustrar seu ponto, ele comparou a abstenção com a figura bíblica do profeta Elias, que se refugiou após ser ameaçado por Jezabel. Na interpretação do apóstolo, Jezabel representaria a manipulação, Acabe a omissão e a “caverna” o afastamento da política. Essa analogia, no entanto, diverge da narrativa bíblica, onde Elias fugiu por medo de ser morto, não por escolha de se omitir.
Deputado Federal e o Vídeo de Apoio
O deputado federal Luiz Ovando respondeu a uma ordem judicial para retirar de sua campanha um vídeo em que Jair Bolsonaro declara apoio a ele. Ovando argumenta que a gravação é autêntica, datada de 2022, e representa um apoio genuíno recebido naquela eleição, sendo parte de sua trajetória política. A Justiça Eleitoral, contudo, interpretou que a exibição do vídeo em 2026 poderia induzir o eleitor a crer que Bolsonaro também apoia sua candidatura atual.
O deputado informou ter cumprido a determinação dentro do prazo, mas relatou ter sido multado em R$ 5 mil, classificando a decisão como censura. “Não vou apagar minha história”, declarou Ovando, que contesta a multa, pois alega ter cumprido a ordem judicial dentro do tempo estipulado. A penalidade de R$ 5 mil, segundo a decisão judicial, seria aplicada por dia de descumprimento.
Projeto de Lei para Transparência no SUS
A senadora Soraya Thronicke apresentou um Projeto de Lei que visa aumentar a transparência no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta permite que pacientes acompanhem sua posição individual e segura na fila de espera por atendimentos, exames e cirurgias. O projeto também prevê a divulgação de informações sobre a falta de medicamentos e o número de profissionais disponíveis nas unidades de saúde.
Um dos pontos centrais da iniciativa é a responsabilização de gestores que, por dolo ou erro grosseiro, deixam de planejar ou estruturar a rede pública de saúde, optando pela contratação repetida de serviços privados sem justificativa técnica. A participação complementar da rede privada é preservada, mas a proposta busca otimizar o uso dos recursos públicos. Se aprovado, o projeto terá regulamentação e implantação gradual, com prazo de até dois anos após a publicação das normas.
Fortalecimento do TRE-MS em Ano Eleitoral
Dois desembargadores federais tomaram posse no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) nesta segunda-feira (21), em um momento crucial, no ano eleitoral. Luis Carlos Hiroki Muta assumirá como membro titular da Corte até 2028, enquanto Jean Marcos Ferreira atuará como substituto, retornando ao tribunal que já integrou em ocasiões anteriores. Ambos os magistrados integram a turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) instalada em Campo Grande em fevereiro. Muta presidiu o TRF3 no biênio 2024-2026, e Jean já atuou como juiz federal na capital e em outras cidades do estado. A chegada de novos membros ao TRE-MS reforça a estrutura do órgão para a condução das eleições.

