Fábio Trad, candidato do PT ao governo de Mato Grosso do Sul, apresentou um plano ambicioso para sua gestão, caso eleito. Entre as propostas mais destacadas está a promessa de **reduzir em 40% o número de cargos comissionados** no estado. Essa medida visa otimizar o orçamento público e realocar recursos para priorizar políticas sociais e de desenvolvimento.
A declaração foi feita em entrevista ao podcast Na Íntegra, do Campo Grande News, onde Trad detalhou suas intenções e estratégias de campanha. Ele enfatizou que os cargos comissionados, em sua visão, atualmente estão mais a serviço de interesses governamentais do que da população. “Nós queremos cargos comissionados que trabalhem objetivando interesses do Estado, das pessoas”, afirmou o candidato.
Trad, que possui uma trajetória política com três mandatos como deputado federal e é filho de uma família com forte histórico na política sul-mato-grossense, argumenta que a medida faz parte de uma revisão mais ampla das prioridades orçamentárias. O objetivo é dar mais espaço para as políticas públicas que ele defende durante a campanha, buscando **combater a desigualdade e promover o desenvolvimento social**.
O candidato também abordou sua relação com o Governo Federal, buscando diferenciar uma parceria estratégica de uma dependência política. Ele acredita na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ressalta que sua administração terá como foco principal as demandas específicas de Mato Grosso do Sul. “Eu não vou ficar governando Mato Grosso do Sul olhando para o presidente Lula, que vai ser reeleito, na minha visão. Agora, eu vou trabalhar junto com ele”, declarou.
Descentralização de Riqueza e Inovação como Pilares
Um dos pontos centrais do discurso de Fábio Trad é a **desconcentração de riqueza** no estado. Ele aponta que, apesar de Mato Grosso do Sul ser rico em produção, essa riqueza não tem chegado proporcionalmente à população. “Nós temos, por exemplo, 10% da população mais rica detém o mesmo volume de recursos, de dinheiro, de renda, que os 70% mais pobres”, explicou, citando dados que evidenciam a disparidade.
Para combater essa realidade, Trad propõe uma política tributária mais justa, onde aqueles com maior capacidade econômica contribuam mais, e o combate rigoroso à sonegação fiscal. Ele também defende a **industrialização e a inovação** como motores para o desenvolvimento, buscando transformar Mato Grosso do Sul em um polo de tecnologia e pesquisa, comparando-o a um “Vale do Silício pantaneiro”.
A criação da **Universidade do Pantanal** é outra proposta que visa explorar de forma sustentável a riqueza natural do bioma, com potencial para a indústria farmacológica e outros setores. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a ideia é aproximar poder público, universidades, institutos federais e empresas privadas para fomentar a pesquisa e a aplicação de novas tecnologias.
Combate à Violência e Melhoria de Indicadores Sociais
A **violência contra a mulher** e os feminicídios também foram temas abordados por Trad. Ele criticou os altos índices no estado e defendeu uma política de prevenção mais eficaz, que identifique situações de risco antes que a violência se agrave. A proposta inclui a criação de agentes comunitários de prevenção à violência familiar, que atuariam em áreas vulneráveis, integrados à segurança pública e utilizando inteligência para mapear famílias em risco.
O candidato também expressou o desejo de que Mato Grosso do Sul supere outros estados do Centro-Oeste em indicadores de desenvolvimento. Ele acredita que as condições naturais e o capital humano do estado permitem um maior protagonismo econômico e social. “O que é o potencial de mercado? A capacidade da economia em transformar a riqueza em desenvolvimento social. É um dos piores do País”, afirmou, citando um levantamento. Conforme o Campo Grande NEWS checou, Trad busca reverter essa percepção.
Fábio Trad afirmou que pretende preservar as políticas estaduais que considera eficientes e modificar aquelas que não apresentam os resultados esperados. Ele analisou que, embora a produção e a riqueza do estado tenham crescido, os ganhos econômicos não acompanharam essa expansão de forma equilibrada para a população. O candidato reforçou que essa percepção tem sido recorrente nas conversas com eleitores durante a campanha. A entrevista completa pode ser encontrada no portal Campo Grande NEWS.

