A Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a prisão de Leandro Vianna da Silva, de 26 anos, acusado de agredir um transplantado de córnea em Campo Grande. A decisão da 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) rejeitou o pedido de liberdade feito pela Defensoria Pública, levando em conta o histórico de violência do acusado e o risco de novas agressões. O ataque, que resultou na perda permanente da visão do paciente, ocorreu em janeiro deste ano.
Andarilho continua preso após agredir transplantado em Campo Grande
O caso que chocou a cidade de Campo Grande ganhou um novo desdobramento com a decisão da Justiça de manter preso Leandro Vianna da Silva, de 26 anos. O jovem é acusado de desferir um soco em um homem de 44 anos, que havia recentemente passado por um transplante de córnea. A agressão, ocorrida em frente ao Instituto da Visão, na Chácara Cachoeira, teve consequências devastadoras para a vítima, que teve a visão comprometida de forma irreversível.
A 2ª Câmara Criminal do TJMS, em decisão unânime, negou o pedido de soltura apresentado pela Defensoria Pública. Conforme o relatado no processo, o histórico de Leandro Vianna da Silva inclui **violência, reincidência em crimes e fuga do sistema prisional**, fatores que pesaram na decisão de mantê-lo detido. A medida visa, primordialmente, garantir a segurança da sociedade e evitar que novos episódios de violência ocorram.
O ataque aconteceu no dia 26 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã, na Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camilo. A vítima estava aguardando a abertura da clínica para realizar um acompanhamento de seu transplante de córnea quando foi surpreendida pelo agressor. Segundo a acusação, os socos atingiram o rosto e o olho do paciente, provocando uma incapacidade superior a 30 dias e, infelizmente, um **comprometimento permanente da visão**.
O ataque que deixou um homem cego
Câmeras de segurança registraram o momento da agressão, mostrando a brutalidade com que Leandro Vianna da Silva agiu. A vítima tentou fugir após a primeira investida, mas acabou caindo e sofrendo novos ataques. Em audiência, o médico responsável pelo tratamento do paciente informou que o golpe atingiu precisamente o olho que ainda possuía visão, e que não há mais esperança de recuperação funcional. O homem agora depende de familiares para realizar atividades básicas do dia a dia, evidenciando a gravidade do ocorrido.
A acusação também aponta que Leandro Vianna da Silva cometeu outra agressão no mesmo dia, por volta das 15h, nas proximidades da mesma clínica. Ele foi detido e teve a prisão preventiva decretada em 28 de janeiro. A necessidade de mantê-lo preso foi reavaliada em 4 de maio, e a medida foi confirmada devido ao seu **histórico de violência e de fuga do sistema prisional**, conforme o Campo Grande NEWS checou.
Defesa alega demora, mas Justiça mantém prisão preventiva
A Defensoria Pública argumentou pela soltura de Leandro Vianna da Silva, alegando excesso de prazo na conclusão do processo. A defesa sustentou que a fase de produção de provas já havia sido encerrada e que o caso estava estagnado desde junho, aguardando uma providência da acusação. O pedido era para que o acusado pudesse aguardar o julgamento em liberdade, mediante o cumprimento de outras medidas cautelares.
No entanto, o desembargador Carlos Eduardo Contar, em seu voto, afastou a alegação de demora processual. Ele explicou que ainda faltava a juntada de um exame complementar da vítima, o que demonstrava que o processo estava em andamento regular. A decisão ressaltou a **gravidade dos fatos imputados**, a forma violenta como foram supostamente praticados em público, e o **risco de reiteração delitiva**, considerando que o réu é reincidente em crimes violentos e já fugiu do sistema prisional.
“A prisão preventiva do acusado foi decretada em 28 de janeiro de 2026 e mantida em reavaliação periódica realizada em 4 de maio de 2026, considerando a gravidade concreta dos fatos imputados, supostamente praticados de forma violenta em local público, além do risco de reiteração delitiva, visto que o réu é reincidente em crimes violentos e possui histórico de fuga do sistema prisional. Em que pesem as considerações do impetrante em relação ao alegado excesso de prazo, o andamento processual demonstra tramitação regular compatível com a natureza do procedimento. A instrução já foi encerrada, estando pendente apenas a juntada do laudo de exame de corpo de delito complementar da vítima”, registra a decisão, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.
Entidades e riscos à sociedade
A decisão de manter Leandro Vianna da Silva preso reforça a preocupação do Poder Judiciário com a segurança pública e a necessidade de **punir atos de violência extrema**. O caso serve como um alerta sobre os perigos de indivíduos com histórico de agressividade soltos na sociedade, especialmente quando suas ações resultam em danos permanentes e irreversíveis a terceiros. O Campo Grande NEWS acompanha de perto desdobramentos que afetam a segurança na região.
O risco de novas agressões é uma das principais razões para a manutenção da prisão preventiva. O histórico de fugas do sistema prisional, somado à natureza violenta do crime em questão, indica que o acusado pode representar uma ameaça contínua à ordem pública. A Justiça, ao analisar o caso, priorizou a proteção da sociedade, entendendo que a liberdade do indivíduo, neste momento, seria incompatível com a garantia da segurança coletiva.
A comunidade local, representada pelo Campo Grande NEWS, espera que a justiça seja feita e que medidas eficazes sejam tomadas para prevenir futuros crimes. A repercussão do caso levanta discussões importantes sobre a **reincidência criminal e a violência urbana**, temas de grande relevância para a tranquilidade e o bem-estar de todos os cidadãos.

