Empresário baleado acusa filha de planejar sua morte para ficar com bens

Empresário baleado acusa filha de planejar sua morte para ficar com bens

O empresário Marcelino Morel Cabrera, de 61 anos, proprietário da funerária Pax Conesul, foi baleado em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã, no último sábado (5). Após receber alta hospitalar, ele concedeu entrevista nesta terça-feira (8) e **criticou veementemente a soltura de sua filha, Lucía Morel Alves**, a quem acusa de ter ordenado o atentado contra sua vida com o objetivo de herdar seus bens.

Marcelino Morel Cabrera relatou que não compreende a decisão da soltura de Lucía, que foi detida logo após o crime, e expressou **temor por novas tentativas contra sua vida**. Segundo o empresário, ele já forneceu todos os detalhes aos investigadores sobre as circunstâncias do atentado e os motivos que o levam a desconfiar da própria filha. “Eu já declarei, já disse como foi. O que mais a Promotoria quer? Minha própria filha vai me matar?”, questionou o empresário em entrevista, conforme tradução livre.

A principal motivação apontada por Marcelino para o atentado é a **disputa pelo patrimônio da família**. Ele afirmou que Lucía é sua única herdeira e que a morte dele permitiria que ela tivesse acesso irrestrito aos seus bens. “Ela já tinha tudo planejado desde o princípio: a minha morte”, declarou o empresário.

A relação familiar e o controle da funerária

Em sua narrativa, Marcelino contou que conheceu Lucía quando ela já era adulta e posteriormente a reconheceu oficialmente. Anos mais tarde, ele confiou a ela a **administração da funerária Pax Conesul**, chegando a adquirir veículos e contrair financiamentos para o negócio. No entanto, a relação se deteriorou devido a divergências sobre as finanças da empresa e o uso dos automóveis.

O empresário detalhou que o incidente ocorreu na manhã de sábado (5), quando ele cobrou a devolução de um dos veículos devido a uma dívida. Ele foi informado que o carro seria entregue após as 10h. Pouco tempo depois, enquanto supervisionava trabalhadores em uma obra, um homem em uma motocicleta se aproximou e efetuou disparos de arma de fogo.

Marcelino conseguiu correr para os fundos de uma casa, mas foi atingido nas costas e na coxa. Ele enfatizou que **poucas pessoas sabiam de sua localização naquele momento**, reforçando sua suspeita contra a filha. O empresário também afirmou não possuir conflitos externos que pudessem justificar o ataque.

Suspeitas de plano para incriminar terceiros

O dono da funerária também negou qualquer desavença com proprietários de funerárias concorrentes na região. Marcelino acredita que sua filha teria tentado **incriminar uma empresa rival** caso o atirador tivesse conseguido matá-lo. “Se o pistoleiro me matasse, ela colocaria a culpa na outra empresa como mandante, mas não é assim”, afirmou.

O caso veio à tona no mesmo sábado (5), quando Marcelino foi socorrido e levado ao Hospital Privado Viva Vida. Durante o atendimento, familiares relataram às autoridades que ele acusava Lucía de ser a mandante do ataque, citando a disputa por bens e pela administração das empresas como possível motivo. Pessoas próximas também mencionaram **disparos anteriores contra estabelecimentos ligados ao grupo empresarial**.

Lucía Morel Alves chegou a ser detida pelas autoridades, mas foi liberada por falta de provas suficientes, segundo o Ministério Público. As investigações continuam sob a responsabilidade do Ministério Público e da Polícia Nacional do Paraguai. Até o momento, **nenhuma prova concreta foi divulgada pelas autoridades** que confirme a participação dela no atentado.

Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a polícia segue em busca de elementos que possam comprovar a participação de Lucía no crime. A investigação busca entender a dinâmica dos fatos e reunir evidências que sustentem a acusação feita pelo pai. O Campo Grande NEWS acompanha o caso e trará atualizações assim que novas informações forem divulgadas pelas autoridades.

Apesar da liberação, o empresário Marcelino Morel Cabrera reiterou suas acusações e sua preocupação com a própria segurança. A complexidade do caso, envolvendo relações familiares e disputas patrimoniais, exige uma investigação minuciosa para que a justiça seja feita. O Campo Grande NEWS reforça a importância do trabalho investigativo para esclarecer todos os detalhes deste grave incidente.