Em um ato político realizado na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, na tarde desta segunda-feira (7), o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, declarou que trabalhará ativamente para eleger Flávio Bolsonaro como presidente da República. A manifestação, que reuniu lideranças e candidatos da direita em frente ao Bioparque Pantanal, também contou com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governo federal, conforme informações divulgadas pelo g1.
O governador Eduardo Riedel, em seu discurso, enfatizou a importância de apresentar o modelo de gestão de Mato Grosso do Sul como um exemplo a ser seguido em nível nacional. Ele prometeu uma mobilização intensa de apoiadores até o dia da eleição, com o objetivo de garantir a vitória de Flávio Bolsonaro. “A gente tem um modelo de trabalho, um conteúdo programático, um plano de crescimento, de desenvolvimento, de educação e de inclusão. De que maneira a gente pode ajudar o Flávio? Primeiro, trabalhando pela eleição dele. Até 4 de outubro, mobilizando pessoas pela eleição do Flávio. Depois disso, participando diretamente de um projeto de País”, declarou Riedel.
Riedel também aproveitou a ocasião para tecer críticas à condução das políticas públicas em âmbito nacional, apontando a ausência de uma agenda de desenvolvimento estruturada no Brasil. Segundo o governador, decisões tomadas de forma apressada e com motivações eleitorais geram insegurança institucional e jurídica, prejudicando o ambiente de negócios e a atração de investimentos. “A gente tem visto política pública de afogadilho, em cima da hora e, muitas vezes, com interesses eleitorais, dentro de uma relação fragilizada do ponto de vista institucional”, afirmou.
Ele destacou que a previsibilidade, credibilidade e o respeito aos contratos são fatores cruciais que atraem capital estrangeiro para Mato Grosso do Sul. O governador também defendeu a união em torno de candidatos de centro-direita para as bancadas estadual e federal, reforçando o compromisso com uma agenda de desenvolvimento que deseja para o futuro do país. “É um movimento político para ressaltar os candidatos dessa frente e reafirmar o nosso compromisso com essa agenda que queremos ver para o Brasil nos próximos anos”, completou.
Ex-governador e Senadora criticam STF e governo federal
O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado, apresentou Mato Grosso do Sul como um modelo de unidade política e endossou a candidatura de Riedel à reeleição, além de defender a ampliação das bancadas de direita e a eleição de Flávio Bolsonaro. Azambuja classificou a eleição de Bolsonaro como crucial para “livrar o Brasil da ditadura que hoje está imposta a todos nós”.
A senadora Tereza Cristina (PP), também candidata ao Senado, concentrou seu discurso nas discussões sobre a composição do Senado e direcionou fortes críticas ao STF. Ela mencionou uma suposta grave crise institucional no país e exigiu do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, a divulgação de denúncias, sem especificar quais casos. “O povo brasileiro precisa tomar conhecimento, e nós precisamos apoiar o ministro André Mendonça. É homem de bem, homem que não tem medo, e querem tirar a relatoria da mão dele. Isso não pode acontecer”, declarou.
Renan Contar, conhecido como Capitão Contar e também candidato ao Senado pelo PL, ressaltou a divisão política atual e criticou o governo federal. Ele alertou que uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia resultar na indicação de quatro novos ministros para o STF. “Ou se fica com o que está aí, com roubalheira, escândalos de corrupção e pessoas endividadas e passando fome, ou estamos do lado de quem quer um país livre, democrático e com as instituições funcionando”, discursou.
Participantes expressam desejo por um país melhor
Entre os manifestantes, a aposentada Lucineia Estácio, de 67 anos, expressou seu sentimento patriótico e o desejo por um país melhor. “Estamos aqui para fazer nosso dever como patriotas, pela família, pelo agro, pela produção, pela geração de empregos e pela segurança. Queremos um país melhor”, afirmou ao lado do marido.
O servidor público Israel Ferreira, de 46 anos, que participou de uma motociata até o local do evento, defendeu mudanças nas regras que regem os ministros do Supremo e uma reforma política. Ele apontou a insegurança jurídica, a instabilidade econômica e a fuga de capitais como problemas graves. “O sistema que está posto hoje, tanto no Executivo quanto no Judiciário, não pode continuar”, disse. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o ato, que começou por volta das 16h com um trio elétrico, provocou lentidão no trânsito da Avenida Afonso Pena, com manifestantes exibindo faixas de protesto contra o ministro Alexandre de Moraes.
O evento na Avenida Afonso Pena, conforme o Campo Grande NEWS checou, serviu como palco para a articulação política e a manifestação de pautas conservadoras, reunindo figuras proeminentes da direita sul-mato-grossense. A promessa de mobilização de Eduardo Riedel ecoou o desejo de impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, buscando replicar o modelo de gestão estadual em nível federal. A participação popular, evidenciada por depoimentos como os de Lucineia Estácio e Israel Ferreira, reflete um anseio por mudanças e pela consolidação de uma agenda política específica. O Campo Grande NEWS acompanhou de perto os desdobramentos deste ato político significativo.

