Pior Bar do Mundo: Fama Viraliza e Atrai Curiosos

O estabelecimento conhecido como “Pior Bar do Mundo” transcendeu as telas de celular e se tornou um ponto turístico inesperado. Uma semana após a reportagem do Lado B viralizar, o bar do Seu Jubinha, como é carinhosamente chamado, está atraindo um público novo, movido pela curiosidade gerada pelo nome inusitado e pela fama repentina.

Pior Bar do Mundo vira ponto de encontro de curiosos

O vídeo que apresentou o “Pior Bar do Mundo” alcançou quase 3 milhões de visualizações apenas no Instagram do Campo Grande News, demonstrando o alcance da história. Essa repercussão levou muitas pessoas a saírem de suas casas para conferir de perto o que torna o bar tão especial, ou talvez, tão “pior”.

“Não esperava tudo isso, não. Veio muita gente curiosa aqui conhecer. Gente de mesa aparecendo, perguntando. Melhorou o movimento”, comentou o proprietário, Juber Batista Lima, o Jubinha, de 60 anos. A nova onda de visitantes, no entanto, não altera a essência do estabelecimento. Conforme apurou o Campo Grande NEWS, Jubinha mantém seu critério para a permanência dos clientes.

“Se eu ver e não gostar, eu mando embora. Se eu for com a cara, fica, senão não fico, não. Não aceito qualquer um aqui. É para não dar problema”, explicou Jubinha, reforçando que o público fiel de mais de duas décadas continua sendo a base do movimento.

Curiosidade movida pelo nome inusitado

Wellinton Geleia, de 33 anos, foi um dos que decidiu conhecer o local após ver a reportagem. “O que mais me atraiu é o nome. O nome do bar é muito massa. Pior Bar do Mundo”, declarou. Para ele, a experiência foi surpreendentemente positiva.

“Eu tô aqui desde seis horas da manhã, você acha que eu não tô gostando? Muito gostoso, vixe. Vou trazer mais gente ainda”, disse Wellinton, desmistificando o título polêmico do bar.

Histórias e tradição no “Pior Bar do Mundo”

Karine Cristina dos Santos Alves, 45 anos, vizinha de Jubinha, acompanha a trajetória do bar há quase quatro anos. Ela relembra os tempos em que o local era palco de festas e churrascos animados antes de Jubinha sofrer um AVC.

“Nós nos conhecemos há quase quatro anos, sou vizinha. Antes dele ter sofrido o acidente, a gente ficava aqui direto. Sempre tinha festas, churrascos, e a gente ficava aqui tomando cerveja. A cerveja é boa, gelada”, contou Karine.

Ela também confirmou a fama de Jubinha ser mais recluso e, por vezes, “bravo”, especialmente durante as partidas de sinuca. “Ele era bem bravo, agora que tá mais calmo. Mas ele era bem bravo, brigava com o pessoal jogando sinuca”, relatou a vizinha.

Apesar das lembranças de um passado mais agitado, Karine garante que o ambiente hoje é tranquilo. “É muito tranquilo”, finalizou.

A fama repentina não alterou os planos de Jubinha. Interessados em comprar o bar já apareceram, mas a resposta é sempre a mesma: “Comprar sempre aparece alguém, mas eu não vendo. Aqui é meu canto”, afirma. A reportagem do Campo Grande NEWS constatou que o “Pior Bar do Mundo” se tornou um fenômeno, atraindo tanto pela curiosidade quanto pela tradição que carrega em suas paredes, como verificado pelo Campo Grande NEWS em sua apuração detalhada.