Cardiologista preso pela 3ª vez por feminicídio em Campo Grande (MS)

Cardiologista é detido pela terceira vez sob acusação de feminicídio em Campo Grande (MS)

O cardiologista João Jazbik Neto foi preso novamente, pela terceira vez, em Campo Grande (MS), na sequência das investigações sobre a morte de sua esposa, Fabiola Marcotti. O caso, inicialmente tratado como suicídio pelo próprio médico, agora aponta para feminicídio, com a polícia reunindo evidências que contradizem a versão apresentada por Jazbik Neto.

Fabiola foi encontrada sem vida em sua residência com uma marca de tiro na cabeça. A comunicação do fato à polícia foi feita por João Jazbik Neto, que insistiu na tese de suicídio. Contudo, inconsistências entre o depoimento do médico e outros testemunhos, além de análises periciais preliminares, começaram a sugerir uma dinâmica diferente para a morte.

A investigação ganhou contornos mais sérios quando o cardiologista teria solicitado a funcionários a remoção de armas da propriedade, levantando suspeitas de fraude processual. A descoberta de armamentos não registrados culminou na primeira prisão de João Jazbik Neto.

Após obter um habeas corpus que o liberou temporariamente, novas provas periciais surgiram, indicando homicídio como a causa provável da morte de Fabiola. Relatos de testemunhas também trouxeram à tona episódios anteriores de violência doméstica, reforçando a linha de investigação de feminicídio.

A defesa de João Jazbik Neto tem negado as acusações, sustentando a inocência do cardiologista. Argumentam que Fabiola teria deixado uma carta de despedida, o que, segundo eles, reforçaria a hipótese de suicídio. O médico permanece em prisão preventiva enquanto o processo segue em andamento e aguarda julgamento.

Primeira prisão e reviravolta nas investigações

A primeira detenção de João Jazbik Neto ocorreu após a polícia encontrar armas de fogo não registradas na chácara onde o casal residia. A solicitação para que funcionários retirassem essas armas da propriedade foi interpretada como uma tentativa de ocultar evidências e caracterizou o crime de fraude processual. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, essa ação levantou sérias dúvidas sobre a conduta do médico.

As análises iniciais sobre a lesão sofrida por Fabiola Marcotti já indicavam que ela não era compatível com um ato de autoextermínio. Essa constatação, aliada a outros elementos, começou a construir um cenário diferente do que foi inicialmente apresentado pelo cardiologista. A polícia, então, passou a investigar o caso sob a ótica de um possível crime doloso.

Evidências e testemunhos apontam para feminicídio

Com o avanço das investigações, novas perícias foram realizadas, e depoimentos foram coletados. Testemunhas relataram ter conhecimento de situações de violência doméstica vividas por Fabiola, o que adicionou uma camada crucial de informação ao caso. Essas declarações, segundo o Ministério Público, são fundamentais para sustentar a acusação de feminicídio. O Campo Grande NEWS acompanhou de perto os desdobramentos, buscando trazer clareza aos fatos.

A divergência entre o relato de João Jazbik Neto e as evidências coletadas pela perícia e pelos investigadores foi um ponto chave para a mudança na classificação do crime. A hipótese de suicídio, defendida pelo médico desde o início, perdeu força diante das inconsistências encontradas. A autoridade policial enfatizou a importância da coleta e análise de todas as provas para a elucidação completa do caso.

Defesa alega inocência e questiona provas apresentadas

A defesa de João Jazbik Neto tem se posicionado firmemente na alegação de inocência do cardiologista. Um dos argumentos centrais apresentados pelos advogados é a existência de uma suposta carta de despedida deixada por Fabiola, que, segundo eles, confirmaria a tese de suicídio. Eles também têm questionado a validade e a interpretação das provas periciais e dos testemunhos apresentados pela acusação.

Apesar das contestações da defesa, o juiz responsável pelo caso manteve a prisão preventiva de João Jazbik Neto. A decisão baseou-se na necessidade de garantir a ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, considerando a gravidade das acusações e os indícios de autoria. O processo segue em segredo de justiça, com o cardiologista aguardando o desenrolar das etapas judiciais. O Campo Grande NEWS ressalta a importância de acompanhar os desdobramentos para entender a justiça sendo feita.