Campo Grande: PIB cresce acima da média com políticas de desburocratização

Campo Grande impulsiona economia com foco em desburocratização e inovação

A Capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, projeta fechar o ano de 2026 com um crescimento expressivo de 2,5% em seu Produto Interno Bruto (PIB). Este índice supera as expectativas para o estado (1,9%) e para o Brasil (2%), segundo o Boletim Econômico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). O avanço é reflexo direto de um conjunto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios, à agilidade nos processos e à modernização dos serviços oferecidos pela prefeitura.

A gestão municipal tem implementado medidas que visam facilitar a vida de empreendedores e investidores, tornando Campo Grande um polo mais atrativo. A desburocratização e a digitalização de serviços públicos são as pedras angulares dessa estratégia, que já apresenta resultados concretos na economia local. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, essas ações refletem um compromisso com o desenvolvimento sustentável e a geração de oportunidades para a população.

O setor de serviços, que representa a maior fatia da economia da Capital, tem sido um dos principais motores desse crescimento. Paralelamente, a construção civil também demonstra vigor, contribuindo significativamente para a dinamização da atividade econômica. O mercado de trabalho tem acompanhado essa expansão, com um saldo positivo expressivo na geração de empregos formais.

Desburocratização impulsiona ambiente de negócios

Dentre as iniciativas que têm moldado o cenário econômico positivo de Campo Grande, destacam-se a Lei de Liberdade Econômica Municipal e a implementação do Alvará de Construção 100% digital. A primeira lei dispensou a exigência de alvará para 654 atividades econômicas consideradas de baixo risco, simplificando o início e a operação de diversos negócios.

Já o Alvará de Construção 100% digital eliminou etapas presenciais, permitindo que todo o processo de tramitação seja realizado de forma eletrônica. Essa modernização reduz o tempo e os custos para quem deseja construir, investir e gerar empregos na cidade. A meta é clara: tornar o município mais ágil e competitivo.

Essas medidas se alinham à visão da prefeita Adriane Lopes de promover um ambiente cada vez mais favorável às atividades econômicas. “Campo Grande avança à medida que se busca um ambiente cada vez mais favorável às atividades econômicas, resultando em geração de empregos, ampliação da base empresarial e, ao mesmo tempo, processos mais modernos e menos burocráticos, com redução do custo da máquina pública e facilitando a vida de quem quer investir e empreender. Esse conjunto de fatores fortalece nossa cidade e cria oportunidades para a população. É isso que buscamos”, declarou a prefeita.

Setor de Serviços e Construção Civil Lideram a Geração de Empregos

A economia de Campo Grande é fortemente influenciada pelo setor de serviços, que responde por 82,4% do Valor Adicionado Bruto (VAB) do município. Este segmento também se destacou na geração de empregos formais no primeiro semestre, com a criação de 2.088 novas vagas. A construção civil também apresentou um desempenho notável, contribuindo com 1.467 novos postos de trabalho no mesmo período.

No total, entre janeiro e junho, Campo Grande registrou um saldo positivo de 3.541 empregos formais, elevando para 236.695 o número de vínculos com carteira assinada. Esses indicadores reforçam a robustez do mercado de trabalho local e o impacto positivo das políticas de desenvolvimento econômico implementadas pela prefeitura, como noticiado pelo Campo Grande NEWS.

Expansão da Base Empresarial e Crescimento nas Exportações

O crescimento da atividade econômica em Campo Grande está diretamente ligado à expansão da base empresarial. Em julho, o município contava com 149.147 empresas ativas, um aumento de 44,62% em comparação com 2020. Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs) representam a vasta maioria, 94,55%, dos CNPJs ativos.

Além do mercado interno, Campo Grande também tem visto um desempenho expressivo em suas exportações. No primeiro semestre, houve um crescimento de 40,24% em relação ao mesmo período de 2025, com vendas externas totalizando US$ 462,47 milhões. O superávit comercial alcançou US$ 252,23 milhões, o maior saldo positivo para um primeiro semestre desde 1997, segundo dados compilados pelo Campo Grande NEWS.

Modernização e Integração de Processos para um Futuro Promissor

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) tem sido fundamental nesse processo. O Ponto de Controle de Licenciamento Integrado (PCLI), coordenado pela Semades, foi criado para agilizar, tornar mais transparente e eficiente a análise de processos urbanísticos e ambientais, integrando diversos órgãos municipais.

O secretário Ademar Silva Junior destacou a importância de analisar a projeção do PIB em conjunto com outros indicadores. “A projeção de crescimento do PIB é um indicador importante, mas precisa ser analisada junto com os demais dados. Temos geração de empregos, crescimento da base empresarial, fortalecimento do setor de serviços e avanços no comércio exterior. Ao mesmo tempo, estamos trabalhando para tornar os processos municipais mais simples, rápidos e digitais. A competitividade de uma cidade também depende da capacidade do poder público de oferecer um ambiente adequado para quem produz, investe e gera oportunidades”, afirmou.

Os dados completos sobre o desempenho econômico de Campo Grande estão disponíveis na edição de julho do Boletim Econômico, acessível no site da Semades.