A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro pode deixar Mato Grosso do Sul fora de sua rota de viagens. A estratégia, coordenada pelo senador Rogério Marinho (PL), prevê concentração de esforços nos maiores colégios eleitorais do país, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Uma eventual visita de Flávio Bolsonaro ao estado sul-mato-grossense será decidida conforme o andamento da disputa eleitoral, podendo ocorrer no primeiro ou no segundo turno, caso haja necessidade.
Estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro foca em grandes colégios
O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, detalhou a estratégia eleitoral que priorizará os estados com maior número de eleitores. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram quase metade do eleitorado brasileiro, tornando-se o foco principal. Essa decisão, conforme o próprio senador explicou em Campo Grande durante encontro com a Organização das Cooperativas Brasileiras em Mato Grosso do Sul (OCB/MS), visa otimizar os recursos e o tempo de campanha.
Marinho encontrou-se também com o ex-governador e candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL), a quem classificou como “futuro senador” e coordenador local da campanha. Essa articulação local em Mato Grosso do Sul, segundo Marinho, demonstra a força do grupo político no estado, que conta com o apoio do governador Eduardo Riedel e da senadora Teresa Cristina.
A prioridade dada aos grandes colégios eleitorais se justifica pelo peso que eles têm no resultado final de uma eleição presidencial, especialmente considerando a disputa acirrada de 2022, definida por uma margem estreita de pouco mais de 2 pontos percentuais. A campanha busca, portanto, maximizar o impacto nos estados onde a concentração de votos pode ser decisiva.
Peso eleitoral de SP, MG e RJ é fator determinante
O senador Rogério Marinho destacou a importância de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, que juntos representam quase 50% do eleitorado nacional. Essa concentração de eleitores nesses três estados é o principal motivo pelo qual a campanha de Flávio Bolsonaro deve direcionar seus esforços e visitas para essas regiões. A decisão de visitar Mato Grosso do Sul, portanto, dependerá da evolução da campanha e de necessidades específicas em cada turno da eleição.
“Nós temos Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro que juntos têm quase 50% do eleitorado brasileiro”, declarou Marinho, enfatizando a relevância estratégica desses estados. Ele ressaltou que, embora o grupo político em Mato Grosso do Sul seja forte, a logística e o foco da campanha nacional exigem uma priorização clara dos maiores colégios eleitorais.
A estratégia envolve não apenas a presença física do candidato, mas também a apresentação de propostas e a comparação com outros modelos de governo. Marinho acredita que a população precisa entender “o que nós somos, o que nós propomos, o que nós representamos” e comparar os resultados dos governos anteriores com o atual.
Críticas ao modelo de governo e comparação com o passado
Rogério Marinho aproveitou para tecer críticas ao que chamou de “aparelhamento da máquina pública” e defendeu um modelo de Estado mais enxuto e eficiente. Ele contrapôs a ideia de um Estado gigante, voltado para atender aliados e bases eleitorais, com um Estado que serve à sociedade, que é racional e que permite o empreendedorismo e a geração de empregos.
O senador também fez referência a governos anteriores do PT, criticando o que considera a repetição de métodos e a falta de aprendizado com erros passados. Para Marinho, a eleição deve ser apresentada como uma escolha entre diferentes modelos de Estado, com foco no tamanho e na atuação da máquina pública.
“O PT não esqueceu nada, mas também não aprendeu nada, continua fazendo ou cometendo os mesmos delitos de corrupção e aparelhamento da máquina pública”, afirmou o senador, indicando que essas críticas farão parte do discurso de oposição na campanha presidencial. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa linha de argumentação visa contrastar a experiência do governo Bolsonaro com o atual.
Corrupção e aparelhamento como temas de campanha
As denúncias de corrupção e o funcionamento da máquina pública foram apontados por Marinho como temas centrais para o debate eleitoral. Ele mencionou episódios envolvendo pessoas próximas ao presidente Lula, assessores e integrantes da base do governo, acreditando que novas informações podem surgir com o avanço das investigações. O senador destacou que a questão da corrupção “chegou, como já sabíamos que chegaria, praticamente na cozinha do atual presidente da República do Lula”.
Marinho comparou os episódios atuais com situações de governos anteriores do PT, utilizando a expressão “são os mesmos personagens, os mesmos métodos de um filme que já conhecemos”. Essa crítica reforça a narrativa de que as práticas questionáveis persistem. O Campo Grande NEWS apurou que a campanha pretende usar esses pontos para contrastar os modelos de gestão.
O senador enfatizou que é dever da oposição “mostrar à sociedade, qual é o caminho da prosperidade, do crescimento, de um Brasil que nós queremos que aconteça e que seja real”. A campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul contará com o apoio de Reinaldo Azambuja e de aliados do PL, além da estrutura política ligada ao governador Eduardo Riedel e à senadora Teresa Cristina. O Campo Grande NEWS reafirma a importância dessa articulação local para o sucesso da campanha no estado.

