Arara encontrada morta em Campo Grande causa comoção
Uma cena triste chocou uma moradora de Campo Grande, na Vila Alba, nesta sexta-feira (22). Uma arara, que se tornou figura conhecida por visitar diariamente a casa em busca de alimento, foi encontrada morta no telhado. A moradora Elisângela Lima, que convive com as aves há 15 anos, ficou profundamente abalada com a perda e suspeita que a ave tenha sido vítima de um disparo. O caso levanta preocupações sobre a segurança e o bem-estar dos animais na região.
Um trabalhador de uma obra próxima foi quem alertou Elisângela sobre a presença da ave morta no telhado. Ele relatou ter visto a arara agonizando durante a manhã, e posteriormente ajudou a moradora a retirar o animal do local. A familiaridade da moradora com as araras, que frequentemente se alimentavam de coco e goiaba em seu quintal, torna o ocorrido ainda mais doloroso.
Conforme informação divulgada pelo g1, Elisângela expressou sua tristeza e descrença com o ocorrido: “Eles vêm aqui em casa todo dia, as duas vêm aqui em casa comer coco, goiaba. E agora aconteceu isso”. A suspeita de um tiro, possivelmente de arma de chumbinho, ganha força com relatos de outros casos semelhantes na região. A falta de informação sobre a origem do disparo aumenta a apreensão dos moradores.
Preocupação com casos recorrentes
A suspeita de que a arara tenha sido atingida por um disparo levanta um alerta para a comunidade. Elisângela mencionou que, segundo comentários em um grupo de vizinhos, esta não seria a primeira ave encontrada morta na área. A informação de que uma outra arara teria sido morta dias antes aumenta a preocupação de que se trate de um problema recorrente e não um incidente isolado.
“O que mais preocupa é que soube que esta seria a terceira arara encontrada morta na região da Júlio de Castilho, na Vila Alba. Não parece ser um caso isolado”, relatou Elisângela, destacando a gravidade da situação para a fauna local. A possibilidade de outros animais estarem sendo vítimas de violência gera apreensão entre os moradores, que temem pela segurança da vida selvagem em Campo Grande.
Relação antiga com as aves
A relação de Elisângela com as araras era antiga e cheia de afeto. Há 15 anos, ela cultiva um coqueiro e uma goiabeira em seu quintal, que se tornaram pontos de parada para as aves. Os animais também frequentavam um coqueiro na esquina da casa, integrando-se à paisagem e à rotina dos moradores. Para Elisângela, as araras eram uma fonte de alegria.
“Moro há 15 anos e minha alegria são as araras. Elas eram meu xodó e faziam parte do meu dia a dia. Então hoje amanheceu um silêncio que você nem imagina”, desabafou a moradora. A ausência das aves, antes parte constante do cotidiano, deixou um vazio e um sentimento de perda na comunidade.
Medidas tomadas e falta de resposta
Após a descoberta do corpo da arara, Elisângela prontamente entrou em contato com a Polícia Militar e informou o caso à Polícia Militar Ambiental (PMA) por mensagem. Segundo ela, foi orientada a procurar a Solurb para a remoção do animal. No entanto, até o momento, não há confirmação sobre a causa exata da morte da arara, nem se algum órgão realizou perícia para investigar o ocorrido.
O g1 procurou a Polícia Militar para obter informações sobre as medidas que podem ser adotadas no caso, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A falta de respostas e a ausência de uma investigação formal deixam os moradores apreensivos e sem garantias de que medidas preventivas serão tomadas para evitar futuros incidentes. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a comunidade local clama por respostas e ações concretas para proteger a fauna urbana. A equipe do Campo Grande NEWS acompanha o caso de perto, buscando informações que possam trazer clareza e justiça para a situação. A situação é um lembrete da importância da preservação ambiental e da necessidade de coibir atos de crueldade contra animais em Campo Grande, como já noticiado pelo Campo Grande NEWS.

