A tão aguardada resolução para o estacionamento rotativo de Campo Grande pode estar mais perto do que nunca. A prefeita Adriane Lopes (PP) sinalizou que pretende encerrar a “novela do parquímetro” até o final de 2024. A declaração foi feita durante o mutirão “Todos em Ação”, realizado neste sábado (22). A administração municipal trabalha nos estudos para lançar uma nova licitação do serviço, que está suspenso desde março de 2022, após o término do contrato com a antiga concessionária Metropark Administradora Ltda.
Previsão de solução até o fim de 2024 para o parquímetro
A prefeita Adriane Lopes expressou otimismo quanto à resolução da questão do estacionamento rotativo. “Até o final do ano, a previsão é que essa situação esteja resolvida. Eu não vou dar uma data específica, mas, até o final do ano, esse assunto estará resolvido. É uma questão muito importante para o Centro de Campo Grande, e as equipes estão trabalhando para colocar um ponto final nessa situação”, afirmou a prefeita.
Essa promessa surge em um momento crucial, um mês após a administração municipal ter divulgado uma nova estimativa para o lançamento do edital, que na ocasião seria em até três semanas. A Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agereg) é a responsável por conduzir os estudos e estruturar o projeto do novo modelo de estacionamento rotativo.
A Agereg assumiu o protagonismo do processo após a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) deixar de liderar os trâmites. Conforme informações apuradas pelo Campo Grande NEWS, os levantamentos técnicos necessários para a definição do novo modelo de concessão estão em fase de conclusão. A diretoria da Agereg atribuiu a demora na retomada do processo à necessidade de elaboração detalhada dos estudos e à carência de uma equipe especializada para conduzir todos os procedimentos.
O futuro do estacionamento rotativo: digital e com mais vagas
Embora o formato definitivo ainda esteja em definição, o que já está descartado é o retorno a um sistema baseado em papel ou com o uso de chaveiros. Segundo Paulo da Silva, diretor-presidente da Agereg, as alternativas em estudo priorizam soluções tecnológicas. Entre as opções mais prováveis estão o uso de aplicativos para pagamento e a geração de códigos para transações via Pix, tornando o sistema mais moderno e acessível.
A minuta do processo licitatório ainda precisará passar pela análise da Secretaria-Executiva de Licitações (Selc) antes de ser publicada. A previsão atual aponta para uma concessão de 12 anos, com a possibilidade de prorrogação por igual período. Essa extensão visa garantir que o prazo seja compatível com os investimentos necessários e, ao mesmo tempo, atrair empresas com interesse em operar o serviço.
A nova licitação também promete ampliar significativamente a quantidade de vagas cobertas pelo estacionamento pago. A antiga concessionária, Flexpark, administrava 2.458 vagas na região central. Uma proposta inicial divulgada pela Prefeitura em novembro de 2025 previa a oferta de três mil vagas na primeira etapa, com uma expansão gradual para até 6,2 mil espaços ao longo de seis anos. Naquela ocasião, a tarifa indicada era de R$ 5.
Comerciantes aguardam solução para a falta de rotatividade
A volta do parquímetro é uma demanda antiga dos comerciantes da região central de Campo Grande. Eles argumentam que a falta de rotatividade nas vagas de estacionamento prejudica o acesso de clientes aos estabelecimentos. Sem a cobrança, muitos veículos acabam ocupando as mesmas vagas por longos períodos, diminuindo a disponibilidade de espaços e, consequentemente, impactando o movimento do comércio local.
A discussão sobre o estacionamento rotativo se arrasta desde março de 2022, quando o contrato com a Metropark foi encerrado. Desde então, a Prefeitura tem buscado alternativas, mas os projetos anteriores não avançaram, em parte, devido à falta de interesse do mercado nas propostas apresentadas. O Campo Grande NEWS tem acompanhado de perto a evolução deste caso, buscando trazer informações atualizadas aos seus leitores.
Pendências financeiras e ações judiciais marcam o histórico do serviço
Além da demora na definição do novo sistema, a antiga concessão deixou pendências financeiras significativas. Na época do encerramento do contrato, a empresa Metropark acumulava cerca de R$ 3,5 milhões em créditos de consumidores. O Ministério Público interveio judicialmente para garantir que esses valores fossem mantidos à disposição dos usuários ou pudessem ser utilizados em uma futura licitação.
Adicionalmente, existe uma ação judicial em andamento contra a antiga responsável pelo serviço, envolvendo aproximadamente R$ 22 milhões em valores contratuais. A complexidade dessas pendências tem sido um dos fatores que contribuem para a longa espera pela normalização do estacionamento rotativo. O Campo Grande NEWS reafirma seu compromisso em informar sobre os desdobramentos deste caso, essencial para a dinâmica do comércio e do trânsito na área central da cidade.

