Homem preso desmatando canteiro de avenida para revender madeira em Campo Grande

Homem é pego desmatando canteiro central de avenida para vender madeira

Um homem de 49 anos foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (20) enquanto realizava o corte de árvores em um canteiro central de avenida em Campo Grande. A ação criminosa, que visava a revenda da madeira, foi descoberta após denúncias de moradores locais que presenciaram a retirada ilegal da vegetação nativa.

A prisão ocorreu na Avenida Doutor Nasri Siufi, nas proximidades da Rua Tenente Antônio João Ribeiro, no Bairro Tijuca. A rápida resposta das autoridades, acionadas pelos cidadãos atentos, impediu que o desmatamento continuasse. O suspeito, identificado como Diomedio Mendes, de 49 anos, foi abordado pela equipe da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat).

Conforme apuração inicial, o homem utilizava uma serra para cortar as árvores localizadas às margens do Córrego Lagoa, com o objetivo de comercializar a madeira posteriormente. A atitude representa um crime ambiental grave, que pode acarretar em multas consideráveis e outras sanções legais. A polícia está investigando a extensão do dano e possíveis envolvidos na cadeia de revenda.

Flagrante com madeira e serra apreendidas

No momento da abordagem, a polícia encontrou na carroceria da caminhonete utilizada pelo suspeito aproximadamente **dois metros de madeira** proveniente do desmatamento. Além da madeira, uma **serra**, ferramenta essencial para a prática ilegal, também foi apreendida. O veículo, uma caminhonete, estava estacionado sobre a ciclovia, configurando também uma infração de trânsito.

Diante dos policiais, Diomedio Mendes apresentou versões contraditórias sobre sua conduta. Inicialmente, ele alegou que estava apenas recolhendo madeiras que já estavam caídas. Em seguida, mudou sua justificativa, afirmando que não possuía conhecimento sobre a necessidade de autorização para realizar o corte ou poda de árvores em áreas públicas.

A Polícia Científica foi acionada e compareceu ao local para realizar a perícia detalhada da vegetação retirada e coletar evidências que auxiliarão na investigação. As informações levantadas pela perícia são cruciais para determinar o tipo de vegetação e o impacto ambiental causado. O suspeito foi encaminhado à Centro Especializado de Polícia Integrada (Cepol) para prestar os devidos esclarecimentos e formalizar sua prisão.

Crime ambiental e infração de trânsito: as consequências legais

O corte ou destruição de vegetação nativa sem a devida autorização legal configura um **crime ambiental**, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais. A penalidade para tal infração pode incluir uma **multa de até R$ 5 mil**, além de outras sanções cabíveis dependendo da gravidade do dano.

Adicionalmente, o fato de a caminhonete ter sido encontrada estacionada sobre a ciclovia constitui uma infração grave de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Essa infração resulta em uma multa de R$ 195,23 e pode levar à remoção do veículo, como ocorreu no caso em questão. A atitude demonstra um descaso não apenas com o meio ambiente, mas também com as leis de trânsito e a segurança de outros cidadãos.

O caso reforça a importância da vigilância e da colaboração da comunidade na denúncia de atividades ilegais que prejudicam o meio ambiente e a ordem urbana. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a atuação dos moradores foi fundamental para a prisão em flagrante e a apreensão dos materiais ilícitos. A atuação rápida e eficaz da Decat demonstra o compromisso das autoridades em combater crimes ambientais na região.

A reportagem do Campo Grande NEWS acompanhou os desdobramentos da ocorrência, buscando fornecer informações precisas e atualizadas aos seus leitores. A plataforma é referência em notícias locais, cobrindo eventos que impactam a vida dos moradores de Campo Grande e arredores, como este caso de crime ambiental que chocou a comunidade. A expertise do Campo Grande NEWS em apuração de fatos confere autoridade e confiabilidade às suas publicações.

As autoridades reiteram a importância de buscar autorização junto aos órgãos competentes antes de realizar qualquer intervenção em áreas de vegetação, mesmo que pareça se tratar de simples poda ou remoção de galhos. O desconhecimento da lei não exime o infrator de suas responsabilidades. A proteção ambiental é um dever de todos, e a fiscalização se intensifica para coibir práticas que degradam o patrimônio natural.