Campo Grande pode estar prestes a iniciar um novo capítulo no mercado de eventos. Após um período em que a Capital sul-mato-grossense perdeu espaço no circuito de grandes shows e atrações nacionais, uma nova geração de produtores surge com a disposição de enfrentar o desafio de reconquistar o público e movimentar novamente a cidade.
Entre os nomes que representam essa nova safra está Paulo Matos Filho, empresário, pecuarista e coordenador-geral da Expogenética 2026. Ao lado de jovens produtores como Daniel Tendél e Felipe Tendél, Paulo integra um movimento que aposta na profissionalização, inovação e, principalmente, na capacidade de Campo Grande de voltar a receber eventos de grande porte.
Paulo Matos Filho, em entrevista, destacou o otimismo e a responsabilidade necessários para empreender no setor de eventos em Campo Grande. Ele acredita que o foco deve estar em oferecer uma boa entrega e compromisso com o público, visando a melhor experiência de entretenimento possível. Essa nova leva de produtores entende que, para atrair o público de volta, é preciso ir além da simples contratação de grandes artistas, focando em conforto, segurança e praticidade.
“Precisamos nos reinventar para trazer o público de volta, e acho que vai além dos artistas”, afirma Paulo, ressaltando que o consumidor atual está mais atento a todos os detalhes. A proposta é entregar uma experiência que faça o público querer retornar, valorizando ideias com as quais ele se identifica, sejam inovações ou elementos nostálgicos.
Campo Grande tem potencial para brilhar novamente
Apesar dos desafios, Paulo Matos Filho demonstra confiança no futuro do setor em Mato Grosso do Sul. Ele aponta que Campo Grande e o estado reúnem características cruciais para recuperar o protagonismo perdido, como o crescimento populacional, um público consumidor ávido e uma forte identificação com música, cultura, rodeios e entretenimento.
“Acredito e muito. Nosso Estado e nossa Capital vêm crescendo e evoluindo muito. Temos uma população apaixonada por cultura, música, rodeio e entretenimento. Somos um expoente cultural, então tudo conspira para voltarmos a ser protagonistas no ramo”, declarou Paulo.
Essa visão é compartilhada pela nova geração de produtores que ganha espaço no mercado. Paulo vê a renovação como algo positivo, especialmente diante da constante transformação do comportamento do público. Estar atualizado com as tendências é fundamental para interpretar o que a audiência deseja.
Eventos como motor de desenvolvimento econômico
Investir em eventos, segundo Paulo Matos Filho, significa também investir na economia local. Um grande show, festival ou exposição movimenta uma vasta cadeia produtiva, incluindo pequenos empreendedores, fornecedores, trabalhadores, transporte, restaurantes e hotéis, gerando um impacto econômico positivo e abrangente.
Ele defende que Campo Grande deve enxergar os eventos como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento econômico e turístico. A movimentação gerada vai muito além do que se percebe superficialmente, beneficiando diversos setores e impulsionando a economia da cidade.
Valorização dos talentos locais e atrações nacionais
Um ponto crucial destacado por Paulo é a necessidade de fortalecer os artistas locais. Mato Grosso do Sul historicamente revelou grandes nomes para a música brasileira, mas muitos talentos ainda precisam deixar o estado em busca de oportunidades. Paulo Matos Filho acredita que falta investimento e interesse por parte de empresários locais, e isso precisa mudar.
O caminho, segundo ele, passa pela criação de um mercado local mais robusto, capaz de oferecer oportunidades e permitir que os artistas sul-mato-grossenses prosperem dentro de sua própria região. Ao mesmo tempo, ele defende um equilíbrio na programação, mesclando a valorização da

