Ciclista espera 2 horas por socorro após queda grave em Campo Grande

Um grave acidente na Avenida Guaicurus, em Campo Grande, expôs a fragilidade no atendimento de emergência e a precariedade das vias da cidade. Um jovem de 21 anos, identificado como Miguel Mendes, ficou cerca de duas horas esperando por socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após cair de bicicleta e bater a cabeça no meio-fio. O caso levanta sérias questões sobre a estrutura de saúde e a segurança dos ciclistas na região, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.

Miguel, que trabalhava em um galpão de distribuidora, retornava para casa quando perdeu o controle de sua bicicleta em um trecho da avenida conhecido por buracos e sobras de asfalto. A queda resultou em um traumatismo craniano, fratura exposta na clavícula e suspeita de fratura no braço. A família do jovem expressou profunda indignação com a demora no atendimento e as dificuldades encontradas para conseguir um leito hospitalar.

A irmã de Miguel, Luana Mendes, professora de 32 anos, relatou o desespero vivido no local do acidente. “Ele ficou lá no chão quente, sem água, no sol, e a gente não podia mexer com ele por causa do trauma na cabeça. Estava bem machucado”, contou Luana, descrevendo a angústia de ver o irmão ferido e a demora no socorro.

Falta de estrutura e demora no atendimento expõem vulnerabilidade

Segundo Luana, a informação recebida sobre a disponibilidade do Samu era alarmante: apenas três viaturas equipadas com maca estariam operacionais na cidade naquele momento. “O acidente foi muito feio e a nossa cidade está sem estrutura nenhuma”, desabafou a irmã, ressaltando o perigo da avenida, que é frequentada por muitos trabalhadores no fim do expediente.

A situação se agravou quando, após o atendimento inicial do Samu, a família foi informada de que a Santa Casa estava lotada e não possuía vagas para receber Miguel. Ele acabou sendo encaminhado para a ala vermelha do Hospital Unimed. A empresa onde Miguel trabalha se comprometeu a arcar com todos os custos médicos, um alívio em meio ao caos.

Avenida Guaicurus: um perigo constante para ciclistas

Além da demora no socorro, a família de Miguel questiona as condições da Avenida Guaicurus. Luana aponta a falta de infraestrutura adequada para ciclistas como um fator crucial para o aumento do risco de acidentes. “Não tem ciclovia, ele fica enfrentando esse risco, no meio dos carros e com os buracos. É bem difícil a situação”, afirmou.

A prefeitura de Campo Grande foi contatada pelo Campo Grande NEWS para esclarecer sobre a previsão de reparos na via e a implantação de ciclovias no trecho. Também foram solicitadas informações sobre a estrutura do Samu, incluindo a frota de viaturas e os critérios de prioridade no atendimento. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.

A reportagem do Campo Grande NEWS buscou informações adicionais sobre os procedimentos e a capacidade de resposta do Samu em situações de emergência. A falta de resposta da prefeitura sobre os reparos na avenida e a segurança dos ciclistas reforça a preocupação levantada pela família de Miguel, que vivenciou na pele a dura realidade da falta de estrutura em momentos críticos.

Este caso, sugerido por um leitor via redes sociais, destaca a importância de investimentos em infraestrutura urbana e em serviços de emergência para garantir a segurança de todos os cidadãos, especialmente os mais vulneráveis, como os ciclistas que utilizam vias com condições precárias. A comunidade aguarda respostas e ações concretas do poder público.

A situação vivida por Miguel Mendes é um alerta para a **urgente necessidade de melhorias na infraestrutura viária e no atendimento de emergência** em Campo Grande. A falta de ciclovias e a manutenção precária das ruas criam um ambiente de **risco constante** para quem opta pela bicicleta como meio de transporte. A demora do Samu e a dificuldade em conseguir leitos hospitalares evidenciam a **fragilidade do sistema de saúde** em momentos de pico de demanda, conforme detalhado pelo Campo Grande NEWS, que checou a fundo a situação.

A reportagem buscou informações sobre a disponibilidade de viaturas do Samu e os protocolos de atendimento, mas a prefeitura não forneceu detalhes até o momento. A família de Miguel espera que este lamentável episódio sirva como um **ponto de virada para a conscientização e ação** por parte das autoridades responsáveis, garantindo que outros cidadãos não passem pelo mesmo sofrimento e angústia. A segurança e o bem-estar da população devem ser prioridade máxima.