Quem quer seu voto em MS? Perfil dos candidatos em 2026

Em Mato Grosso do Sul, quem disputa o voto dos eleitores nas eleições de 2026 apresenta um perfil demográfico específico. A análise de 338 candidaturas registradas revela que a média de idade é de 50 anos, com predominância de homens, pessoas que se declaram brancas e com ensino superior completo. Esses dados foram compilados pelo Campo Grande News a partir de informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Candidatos em MS: um retrato do eleitorado em 2026

O cenário eleitoral de Mato Grosso do Sul em 2026 aponta para um grupo de candidatos com características marcantes. A maioria é composta por homens, com mais de 63% das candidaturas, e pessoas que se autodeclaram brancas, representando 55% do total. Além disso, quase 60% dos concorrentes possuem ensino superior completo, indicando um alto nível de escolaridade entre os que buscam uma vaga no pleito.

Esses dados, divulgados pelo Campo Grande News, oferecem um panorama detalhado sobre quem são os postulantes aos cargos em 2026. O levantamento considerou as candidaturas para os cargos de governador, vice-governador, senador, suplentes, deputado federal e deputado estadual. A idade média de 50,1 anos foi calculada com base na data do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.

A análise, conforme o Campo Grande News checou, também revela que cerca de 30% dos candidatos nasceram fora do estado, com São Paulo sendo o principal estado de origem desses eleitores, seguido pelo Paraná. Essa diversidade de origens pode trazer novas perspectivas e debates para a política sul-mato-grossense, como aponta a apuração jornalística.

O perfil demográfico dos candidatos em Mato Grosso do Sul

No que diz respeito ao gênero, a disparidade é notável: dos 338 candidatos, 216 são homens (63,9%) e 122 são mulheres (36,1%). Isso significa que, praticamente, dois em cada três nomes que aparecerão nas urnas são masculinos. Essa proporção reflete uma tendência observada em outras eleições e que merece atenção para a busca por maior representatividade feminina na política.

A faixa etária predominante entre os candidatos está entre 50 e 59 anos, concentrando 97 nomes (28,7%). Logo em seguida, vêm os que têm entre 40 e 49 anos, com 95 registros (28,1%). A diversidade etária se estende até candidatos com mais de 80 anos, mostrando a presença de diferentes gerações na disputa eleitoral. A candidata mais jovem é Maria Vitória Freitas da Cunha, de 20 anos, enquanto o mais velho tem 86 anos.

A declaração de cor ou raça também evidencia um grupo majoritário. Dos 338 candidatos, 186 se declararam brancos (55%). Os pardos somam 111 (32,8%) e os pretos, 21 (6,2%). Candidatos indígenas representam 5,3% (18 pessoas), e amarelos, 0,6% (2 pessoas). A soma de pretos e pardos totaliza 39,1% das candidaturas.

Origem dos candidatos: quem são os “novos” e os “nativos” de MS?

Um dado relevante é a origem dos candidatos. Dos 338 postulantes, 237 (70,1%) são naturais de Mato Grosso do Sul. Os 101 restantes (29,9%) nasceram em outros estados, indicando que quase três em cada dez pessoas que buscam representar o estado não são nascidas ali. Essa informação, apurada com rigor pelo Campo Grande News, mostra a influência de migrantes no cenário político local.

O estado de São Paulo lidera a lista de origens, com 47 candidatos nascidos lá, representando quase metade dos que vieram de fora. O Paraná aparece em segundo lugar, com 17 nomes. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul têm seis cada, Minas Gerais cinco, e Goiás e Mato Grosso, quatro cada. Há também candidatos de todos os estados brasileiros, além de um caso peculiar: André Puccinelli, com local de nascimento registrado como “ZZ” no TSE, mas que nasceu na Itália.

Entre os nomes conhecidos que não nasceram em Mato Grosso do Sul estão o atual governador Eduardo Riedel (Rio de Janeiro), Barbosinha (Goiás), Mara Caseiro (Paraná), Dagoberto Nogueira e Mauricio Picarelli (ambos de São Paulo), e André Matsushita (também paulista). O levantamento do Campo Grande News se baseia estritamente nas informações declaradas à Justiça Eleitoral.

Escolaridade: o domínio do ensino superior entre os candidatos

Quando o assunto é escolaridade, o ensino superior completo é o destaque principal. Dos 338 candidatos, 201 (59,5%) afirmaram ter concluído a faculdade. Outros 35 (10,4%) possuem ensino superior incompleto. Somados, esses dois grupos indicam que cerca de sete em cada dez concorrentes chegaram à universidade, um indicativo de qualificação acadêmica.

O ensino médio completo aparece em 54 registros (16%), enquanto 11 candidatos declararam ensino médio incompleto. Há também 16 com ensino fundamental completo e 18 com fundamental incompleto. Três candidatos se enquadram na categoria “lê e escreve”, conforme classificação do TSE. Essa predominância de candidatos com ensino superior sugere um eleitorado que, em sua maioria, busca representantes com formação acadêmica avançada.