A defesa do médico João Jazbik Neto, de 78 anos, classificou a prisão preventiva decretada contra o profissional como “descabida”. Neto foi detido em Campo Grande na última sexta-feira (14), sob suspeita de envolvimento no feminicídio de sua esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos. A informação foi divulgada neste sábado (15), enquanto o médico passava por audiência de custódia.
Em nota oficial, os advogados de João Jazbik Neto argumentaram que o inquérito policial ainda não foi concluído e que, até o momento, não há qualquer processo judicial instaurado contra o médico, nem mesmo denúncia formal por parte do Ministério Público. “Prisão descabida. O inquérito não foi concluído e o processo nem começou”, declarou a defesa, que anunciou medidas legais contra a decisão judicial.
A equipe jurídica ressalta a importância de garantir ao investigado e à sua defesa o direito de participar ativamente da apuração dos fatos. Segundo os advogados, é fundamental que o investigado e sua defesa sejam ouvidos e tenham a oportunidade de apresentar provas e contestar os elementos coletados durante a investigação policial. A verdade, segundo a defesa, precisa ser apurada dentro do devido processo legal.
A prisão preventiva de João Jazbik Neto ocorreu quase três meses após a morte de Fabíola Marcotti, encontrada sem vida em 18 de maio na chácara onde o casal residia. Inicialmente, o caso foi tratado como um possível suicídio. No entanto, a Polícia Civil passou a investigar a hipótese de feminicídio após identificar inconsistências na dinâmica da morte da fisioterapeuta.
Conforme o Campo Grande NEWS checou, o laudo necroscópico de Fabíola Marcotti, divulgado em 28 de julho, não encontrou sinais típicos de um disparo efetuado com a arma muito próxima à cabeça ou encostada. O exame detalhado não identificou a presença de pólvora, fuligem, queimaduras ou outros vestígios que seriam esperados em um tiro à curta distância. Essa constatação abalou a tese inicial de suicídio.
Durante as investigações, a Polícia Civil também reuniu indícios de uma possível fraude processual. Há suspeitas de que um armário contendo armas e munições tenha sido retirado da residência principal após a morte da fisioterapeuta e levado para outro imóvel na mesma propriedade. Essa ação levantou questionamentos sobre a manipulação de provas.
É importante notar que João Jazbik Neto já havia sido preso anteriormente. Ele respondeu por posse irregular de arma de fogo e fraude processual, mas posteriormente obteve habeas corpus e passou a responder por esses crimes em liberdade, mediante a imposição de medidas cautelares. A atual prisão preventiva, decretada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, reacende o debate sobre a condução do caso.
A investigação está sob a responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A defesa do médico insiste que a apuração deve ocorrer com a plena garantia do contraditório e da ampla defesa, elementos essenciais para a justiça. Acompanhe as atualizações sobre este caso que tem gerado grande repercussão, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS, que tem acompanhado de perto os desdobramentos.
O caso levanta discussões importantes sobre os procedimentos em investigações de crimes graves e a importância de respeitar os direitos dos investigados. A defesa do médico João Jazbik Neto promete lutar pela reversão da prisão preventiva, buscando garantir que os trâmites legais sejam rigorosamente seguidos. O Campo Grande NEWS continua monitorando o caso, com a expertise de quem cobre a região há anos, trazendo informações atualizadas para seus leitores.

