A recém-nascida, sequestrada aos 28 dias de vida, foi oficialmente devolvida à sua família nesta quinta-feira (13). A decisão da Justiça encerra um período de incertezas e alivia a jovem mãe, uma adolescente de 17 anos, que foi considerada inocente pela Polícia Civil. A criança havia sido encontrada em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, cinco dias após seu desaparecimento.
Mãe adolescente inocentada e bebê retorna para casa
A Polícia Civil concluiu que a mãe adolescente, de 17 anos, não teve envolvimento no sequestro de sua filha recém-nascida. A Justiça acatou a conclusão policial e autorizou, na tarde desta quinta-feira (13), o retorno da bebê para o lar. A criança foi localizada em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, cinco dias após o desaparecimento. Os suspeitos Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa foram presos e extraditados ao Brasil.
Esta decisão judicial encerra as dúvidas que surgiram nos primeiros dias de investigação sobre a participação da jovem no desaparecimento da filha. Versões iniciais levantaram questionamentos, mas a apuração policial determinou a inocência da adolescente, o que foi fundamental para a autorização da reintegração da criança à família. Conforme apurou o Campo Grande News, a Justiça autorizou a reintegração da bebê à mãe após constatar a inocência da adolescente.
A jovem mãe expressou sua gratidão: “Deus é maravilhoso, trouxe ela de volta para mim. Eu orei bastante!”. A recém-nascida estava sob acolhimento da rede de proteção desde que retornou a Campo Grande, na terça-feira (11). O local onde permaneceu foi mantido em sigilo por determinação judicial, como medida de proteção. Antes da decisão desta quinta-feira, a Vara da Infância e Juventude aguardava o avanço da investigação e novas avaliações da família para definir o destino da criança.
Investigação aponta inocência da mãe e elucida caso de sequestro
Na quarta-feira (12), a mãe, o pai e a avó materna da bebê voltaram à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) para uma nova rodada de depoimentos. O objetivo era confrontar informações e confirmar as versões apresentadas desde o início do caso. O pai, de 21 anos, prestou depoimento por aproximadamente quatro horas e foi liberado.
As dúvidas sobre a participação da mãe surgiram devido a relatos conflitantes. Enquanto a mãe narrava ter sido atraída para uma casa com a promessa de receber R$ 100 para cuidar de outra criança e depois ter sido rendida, outras informações chegaram aos investigadores, sugerindo a hipótese de que a bebê pudesse ter sido entregue em razão de uma dívida. A família sempre negou veementemente essa versão, o que foi corroborado pela investigação policial.
Entenda o caso: do sequestro ao resgate no Paraguai
O sequestro ocorreu na quinta-feira (7). Segundo o relato registrado pela adolescente, ela conheceu pela internet, ainda durante a gestação, uma mulher que inicialmente ofereceu um ensaio fotográfico para a recém-nascida. Posteriormente, a jovem teria recebido a proposta para cuidar de outra criança, o que a levou até uma residência ligada à suspeita. Conforme a versão apresentada à polícia, durante a madrugada, a mãe e sua irmã, de 13 anos, foram deixadas nas proximidades de uma área de mata na região da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário, já sem a bebê.
A recém-nascida foi encontrada por volta de 1h15 de domingo (9), em uma casa de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. No imóvel estavam Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa, que foram presos pelas autoridades paraguaias. O rastreamento de sinais telefônicos foi crucial para que as forças de segurança chegassem ao endereço, como detalhado pelo Campo Grande News.
Bebê resgatada passa por exames e suspeitos são extraditados
Após o resgate, a bebê foi levada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero. Exames realizados não apontaram sinais de maus-tratos, confirmando que a criança estava bem fisicamente. Alex e Suzilaine foram expulsos do Paraguai e entregues à Polícia Federal (PF) em Ponta Porã. Posteriormente, foram encaminhados para unidades prisionais na cidade, onde aguardam o desenrolar do processo judicial.
A criança retornou a Campo Grande cinco dias após desaparecer. Até a quinta-feira, no entanto, ela ainda não havia voltado para casa porque a Justiça aguardava a conclusão das diligências destinadas a esclarecer se alguém da família teria participado da entrega da recém-nascida. Com a mãe descartada da investigação como envolvida no crime, a Justiça autorizou a reunião das duas, um desfecho aguardado com grande expectativa pela família. O trabalho do Campo Grande News em cobrir os desdobramentos do caso e as investigações reforça a importância do jornalismo local na elucidação de fatos de grande repercussão.

