Golpe do Falso Empréstimo Prejudica Empresária em Campo Grande
Uma empresária de 37 anos, residente no Bairro Cidade Jardim, em Campo Grande, foi vítima de um golpe financeiro que resultou na perda de R$ 29.885,64. O criminoso se passou por um novo gerente de conta pessoa jurídica de um banco, utilizando táticas de engenharia social para induzir a vítima a realizar transferências e leituras de QR Codes em um site fraudulento. O caso foi registrado na Polícia Civil como fraude eletrônica.
O estelionatário, que se identificava como “Marcos”, iniciou o contato com a empresária em 30 de julho, utilizando uma foto profissional, a logomarca da instituição financeira e uma comunicação formal no WhatsApp. Essa abordagem detalhada fez com que a vítima acreditasse estar falando com um representante legítimo do banco. A oferta de uma linha de crédito especial, no valor de R$ 50.000,00, visava pessoas jurídicas, e a empresária, que enfrentava dificuldades financeiras devido a recentes prejuízos causados por fortes chuvas na capital, viu na proposta uma solução.
Engenharia Social e Falsa Oferta de Crédito
A proposta de empréstimo de R$ 50.000,00 parecia promissora. No entanto, para a suposta “ativação da conta” e aprovação da operação, o golpista alegou a necessidade de gerar um fluxo interno de crédito. Ele instruiu a vítima a transferir o maior valor possível de sua conta para uma conta indicada, com a justificativa de que isso seria necessário para atualizar limites de cheque especial e cartão de crédito.
Confiando nas orientações, a empresária realizou uma transferência de R$ 28.000,00 de outra instituição financeira para a conta vinculada ao golpe. A partir daí, o criminoso intensificou a fraude, mantendo a vítima em uma chamada de áudio via WhatsApp por aproximadamente duas horas. Durante essa conversa, ele a orientou a acessar um endereço eletrônico, que imitava perfeitamente o site oficial do banco, enquanto realizava operações no aplicativo bancário do celular.
O Golpe da Leitura de QR Code
O falso gerente induziu a empresária a confirmar dados pessoais e bancários, além de realizar autenticações de segurança em dois fatores. Em seguida, ela foi instruída a realizar sucessivas leituras de códigos QR exibidos na tela do computador, utilizando o aplicativo do celular. Inicialmente, as leituras mostravam o valor “0,00”, até que uma delas foi concluída com sucesso, validando a fraude.
Ao final da ligação, o golpista informou que o empréstimo seria creditado até o final do dia e pediu que a vítima aguardasse cerca de 15 minutos antes de verificar sua conta. Essa instrução gerou desconfiança na empresária, que decidiu checar o aplicativo bancário antes do prazo estipulado. Foi nesse momento que ela descobriu que duas transferências via PIX e uma transferência bancária haviam sido realizadas, totalizando o prejuízo de R$ 29.885,64.
Alerta e Registro do Caso
A vítima declarou à polícia que não compartilhou a tela de seus dispositivos com o criminoso, mas foi **induzida ao erro por meio de engenharia social e falsas páginas eletrônicas**. O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) como fraude eletrônica. Conforme o Campo Grande NEWS checou, este tipo de golpe tem se tornado cada vez mais comum, explorando a necessidade de crédito das pessoas e a confiança em instituições financeiras. A reportagem do Campo Grande NEWS ressalta a importância de sempre desconfiar de ofertas de empréstimo com condições muito vantajosas e que exijam transferências antecipadas.
A autoridade policial alerta que os criminosos utilizam informações aparentemente legítimas, como logomarcas e dados de contato falsificados, para dar credibilidade aos golpes. A vítima, que buscava solucionar problemas financeiros, acabou sendo prejudicada por essa tática. O Campo Grande NEWS recomenda que qualquer suspeita de fraude deve ser imediatamente reportada às autoridades competentes e ao banco em questão.
Casos como este reforçam a necessidade de **extrema cautela** ao lidar com transações financeiras online e ofertas de crédito. A falta de verificação e a pressa em resolver problemas financeiros podem levar a perdas significativas, como a desta empresária. A Polícia Civil continua investigando o caso na tentativa de identificar e prender os responsáveis pela fraude eletrônica.

