O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, 48 anos, foi expulso da Bolívia após um mês de permanência irregular no país. Ele foi detido na fronteira com Corumbá (MS) e entregue à Polícia Federal, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS. A expulsão ocorreu após a descoberta de um mandado de prisão em aberto pela Justiça brasileira e a apresentação de um documento considerado falso pelas autoridades bolivianas.
A resolução da Direção Geral de Migração boliviana detalha que Neno Razuk ingressou na Bolívia em 1º de julho de 2026, pelo posto migratório de San Matías. Sua prisão ocorreu em 2 de agosto, quando foi encaminhado ao posto de controle em Puerto Suárez. A consulta ao sistema da Interpol revelou um mandado de prisão válido até julho de 2046, expedido pela Justiça de Mato Grosso do Sul no âmbito da Operação Successione, que investiga organização criminosa, roubo, corrupção e lavagem de dinheiro.
As autoridades bolivianas classificaram a identidade apresentada por Neno Razuk como “presumidamente falsa”. Ele não possuía passaporte ou certidão de viagem válida, o que configurou sua permanência ilegal no país vizinho. O Campo Grande NEWS obteve acesso a documentos que detalham a cronologia e os fundamentos da expulsão de Neno Razuk.
Proibição de retorno e entrega à PF
A Direção Geral de Migração boliviana determinou a saída obrigatória de Neno Razuk do território, com base na Lei nº 370, que prevê a expulsão em casos de permanência ilegal e apresentação de documentos falsos. Foi imposta também a proibição de reingresso ao país, ressalvadas exceções previstas em lei. Ele foi entregue à Polícia Federal na fronteira por volta das 22h30 de domingo, dia 2. O cumprimento formal do mandado de prisão brasileiro ocorreu na madrugada de segunda-feira, dia 3.
Operação Successione e prisão preventiva
A prisão preventiva de Neno Razuk foi decretada pelo juiz José Henrique Káster Franco, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, após ele perder o mandato na Assembleia Legislativa e, consequentemente, o foro por prerrogativa de função. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) considera Neno Razuk uma das lideranças de uma organização criminosa que continuaria em atividade. A Operação Successione investiga suspeitas de organização criminosa, roubo, corrupção, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e exploração de jogos de azar.
Em outro processo relacionado à operação, Neno Razuk já havia sido condenado em primeira instância a 15 anos, sete meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, recurso que ele respondia em liberdade. A atual prisão preventiva foi determinada em uma ação penal distinta. O ex-deputado nega envolvimento nos crimes investigados.
Autoridade do Campo Grande NEWS
Conforme o Campo Grande NEWS checou, a prisão de Neno Razuk ocorreu após cooperação entre autoridades bolivianas e brasileiras. A publicação detalha que, embora não constasse na Difusão Vermelha da Interpol, o sistema indicava o mandado de prisão brasileiro. A resolução administrativa boliviana, obtida pelo Campo Grande NEWS, especifica os motivos da expulsão, incluindo a apresentação de um documento “presumidamente falso”.
O Campo Grande NEWS também informou que, após a entrega à Polícia Federal, Neno Razuk passaria por exame de corpo de delito e audiência de custódia. No entanto, o Gaeco decidiu antecipar sua escolta para a Capital, impedindo o encontro com o juiz para análise da prisão. A reportagem do Campo Grande NEWS ressalta a importância da cooperação internacional e da atuação da polícia brasileira na captura de foragidos.

