Um trágico acidente na noite deste domingo (2) tirou a vida de Pedro Nunes Moraes Marques Morato, de 33 anos, em Campo Grande. Conhecido por sua arte que celebrava o Pantanal, Pedro era um talentoso diretor de arte, ilustrador, designer gráfico, artista digital e grafiteiro. Sua morte, ocorrida após uma colisão de moto na Avenida Fábio Zahran, chocou amigos, familiares e admiradores de seu trabalho, que levava a beleza e a cultura pantaneira para as ruas através de seus grafites e ilustrações.
Pedro Nunes Moraes Marques Morato, um artista multifacetado de 33 anos, faleceu em um acidente de moto ocorrido na Avenida Fábio Zahran, em Campo Grande, na noite de domingo (2). O artista, que tinha uma forte identidade artística inspirada no Pantanal, colidiu com um carro, perdeu o controle de sua motocicleta e bateu violentamente contra um muro, vindo a óbito no local. Sua paixão pela arte e pela região que o inspirava deixa um legado para além de sua partida precoce, e ele deixa um filho de 12 anos.
Artista Deixou Legado Inspirado no Pantanal
Natural de Campo Grande, Pedro Nunes Moraes Marques Morato dedicou 15 anos de sua vida ao mercado publicitário, atuando em diversas agências como diretor de arte, líder de projetos criativos e estratégicos. Sua expertise abrangia branding, identidade visual e campanhas institucionais para variados segmentos. No entanto, foi em seu trabalho autoral, expressado em grafites e ilustrações, que Pedro encontrou uma forma singular de homenagear suas origens.
Sua produção artística era um espelho vibrante do Pantanal, retratando o cotidiano do homem pantaneiro, a fauna exuberante, a natureza em sua plenitude, os costumes regionais e as memórias de infância. Pedro se via como um ilustrador desde a adolescência, e em suas obras, fossem grafites, animações ou ilustrações digitais, ele buscava incessantemente ampliar a presença da cultura regional, dando visibilidade e valorizando o patrimônio de sua terra.
Detalhes do Acidente Fatal
O acidente que ceifou a vida de Pedro ocorreu por volta das 20h30 na Avenida Fábio Zahran, na Vila Carvalho. Conforme o boletim de ocorrência, o artista pilotava uma motocicleta Royal Enfield Himalayan no sentido norte-sul quando houve a colisão com a lateral de um veículo BYD Dolphin. Ambos os veículos trafegavam na mesma direção.
Após o impacto inicial, Pedro continuou pela avenida, mas, segundo informações apuradas pelo Campo Grande NEWS, perdeu o controle da moto logo após a bifurcação com a Rua Ouro Branco. Infelizmente, ele acabou colidindo contra o muro de um comércio de gás. A força da batida foi tamanha que o capacete do motociclista se quebrou. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegarem ao local, Pedro já estava sem vida, não havendo tempo para qualquer tipo de socorro.
Investigação em Andamento e Legado Artístico
O corpo de Pedro Nunes Moraes Marques Morato foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para os procedimentos necessários. As autoridades confirmaram que os semáforos do cruzamento estavam funcionando no momento da colisão, e as circunstâncias exatas que levaram o artista a perder o controle da motocicleta serão apuradas pela investigação. A motocicleta utilizada por Pedro possuía débitos administrativos e foi recolhida para um pátio credenciado.
Na manhã desta segunda-feira, vestígios do acidente ainda eram visíveis na pista, incluindo sangue e partes dos veículos envolvidos, um lembrete sombrio da fatalidade ocorrida. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a perda de Pedro Nunes Moraes Marques Morato representa não apenas uma tragédia familiar, mas também um golpe para a cena artística local, que perde um de seus talentos mais originais e engajados com a identidade cultural de Mato Grosso do Sul.
O trabalho de Pedro, que buscava exaltar as belezas e a cultura do Pantanal, continuaria a inspirar muitas pessoas. Sua arte, que transitava entre o comercial e o autoral, deixou uma marca indelével, e a memória de sua paixão pela expressão visual e pelo Pantanal certamente perdurará. Conforme o Campo Grande NEWS noticiou, a comunidade artística e a cidade de Campo Grande lamentam profundamente a partida de um artista que levou o coração pantaneiro para o mundo do graffiti e da ilustração.

