Segunda cadela morta em um ano: vizinhas em guerra no Carandá
Um pesadelo se repete no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande. Cássia do Carmo encontrou sua segunda cadela morta por suspeita de envenenamento nesta quinta-feira (data exata não especificada na fonte, mas inferida como recente). Os sintomas, segundo a tutora, são idênticos aos de sua primeira cadela, morta em maio de 2025. Cássia acredita que o veneno foi arremessado pelo muro de sua vizinha, intensificando um conflito que já dura cerca de um ano. O primeiro caso, registrado em maio de 2025, foi arquivado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por falta de provas, o que Cássia vê como um incentivo para a repetição do crime. Ela pretende registrar um novo boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Consumidor (DECAT).
Conflito se arrasta com morte de segundo animal
A rotina tranquila no Carandá Bosque foi abalada por um conflito de vizinhança que atingiu um novo ponto trágico. Cássia do Carmo relatou ter encontrado sua cadela Melzinha morta no quarto dos fundos de sua residência. O animal apresentava hemorragia severa, os mesmos sintomas observados em sua primeira cadela, Melinda, que morreu em 30 de maio de 2025. Cássia descreve a situação como um pesadelo contínuo, onde a segurança de seus animais é constantemente ameaçada.
Segundo a tutora, o espaço onde os cães dormem é isolado da rua e faz divisa direta com o muro da vizinha. A suspeita de que o veneno tenha sido arremessado de lá se baseia na dinâmica do crime anterior e na localização do quintal. A moradora expressou seu sentimento de desamparo, especialmente após o arquivamento do primeiro caso.
Histórico de desconfiança e suspeitas de envenenamento
O conflito, de acordo com Cássia, teria se intensificado após a morte de dois cães pertencentes à vizinha, que não teria registrado boletim de ocorrência por medo. Após Cássia entregar gravações às autoridades, um dos cachorros da vizinha foi encontrado morto, dando início a uma disputa que, na visão da tutora, se estende até hoje. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o local onde os cães de Cássia ficam é cercado e de difícil acesso pela rua, sendo ladeado por um terreno baldio fechado.
No primeiro caso, em 30 de maio de 2025, câmeras de segurança registraram a queda de um objeto esbranquiçado no quintal, vindo da direção do imóvel vizinho. O exame necroscópico da cadela Melinda apontou hemorragia aguda em diversos órgãos, e o toxicológico sugeriu a possível presença de bromadiolona, um componente de raticidas. Diante da nova morte, Cássia manteve o corpo de Melzinha preservado para possíveis exames periciais.
Investigação anterior arquivada e nova esperança na DECAT
A Polícia Civil realizou diligências no primeiro episódio e apreendeu substâncias suspeitas na residência da vizinha citada por Cássia. Contudo, o inquérito foi arquivado por falta de provas suficientes para comprovar autoria e materialidade. Em março deste ano, o MPMS determinou o arquivamento, mas ressaltou que novas provas poderiam reabrir as investigações. Cássia acredita que a falta de responsabilização judicial no primeiro caso encorajou a repetição do ato.
“O sentimento é de total desamparo. A Justiça pediu o arquivamento porque não conseguiu identificar quem praticou o crime, e logo em seguida meu segundo animal aparece morto do mesmo jeito”, lamenta a tutora. Agora, Cássia busca registrar um novo boletim de ocorrência por maus-tratos a animais com resultado morte, a ser encaminhado para a DECAT, na esperança de que desta vez haja uma resolução.
Vizinha nega envolvimento e sugere envenenamento generalizado
A vizinha apontada por Cássia negou qualquer envolvimento na morte dos animais. Em mensagem, afirmou que o caso já foi investigado e encerrado por falta de comprovação das acusações. Ela sugeriu que a morte de pombas na região na época poderia indicar que alguém estaria espalhando veneno sem direcionamento específico. “Eu tenho cachorro, imagina. Voltaram as pombas, alguém está tentando matar pomba. Eu, com certeza, não fui”, declarou.
A situação expõe a fragilidade da proteção animal e a complexidade de conflitos de vizinhança sem resoluções definitivas. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a busca por justiça por parte de Cássia continua, na esperança de que a DECAT possa trazer respostas e, possivelmente, a responsabilização necessária para este crime. A comunidade local acompanha o caso com apreensão, como destacado pelo portal Campo Grande NEWS em reportagens anteriores sobre a segurança e bem-estar no bairro.

