O Projeto Lupa, iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), realizou inspeções conjuntas em duas unidades prisionais femininas de Campo Grande. A ação contou com a participação de representantes do Conselho Penitenciário Estadual (Copen), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), do Centro Estadual LGBTQIA+ e da Subsecretaria de Políticas Públicas LGBTQIAP. A Promotora de Justiça Jiskia Sandri Trentin coordenou as atividades, que visam acompanhar as condições de custódia e fortalecer o diálogo institucional, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.
As visitas abrangeram o Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi (EPFIIZ) e o Estabelecimento Penal Feminino de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência à Albergada de Campo Grande (EPFRSAAA). Estas foram a 13ª e 14ª inspeções do Projeto Lupa em 2026, demonstrando o compromisso contínuo com a fiscalização do sistema prisional. A última vistoria havia ocorrido em junho, em Dois Irmãos do Buriti.
Durante as inspeções, a equipe percorreu todas as áreas das unidades, incluindo pavilhões, celas, áreas comuns, cozinhas, setores de saúde e espaços de trabalho e convivência. O objetivo foi avaliar as condições estruturais e os serviços oferecidos, além de coletar sugestões de melhorias diretamente dos gestores. As internas também tiveram a oportunidade de apresentar suas demandas, com destaque para pedidos de atendimento médico, odontológico, psicológico, assistência social e acompanhamento jurídico.
Unidade Feminina de Regime Fechado: Avanços e Novas Oportunidades
No Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi (EPFIIZ), destinado ao regime fechado, a diretora Mari Jane Boleti Carrilho acompanhou os trabalhos. A unidade, com capacidade para 245 internas, atualmente abriga 317 custodiadas, evidenciando a superlotação. Apesar desse desafio, a equipe ressaltou as iniciativas voltadas ao trabalho prisional.
Destaque para o setor de artesanato, onde 11 internas se dedicam a atividades como costura, bordado, produção de uniformes e pequenos reparos. Há também um salão de beleza que emprega cinco presas e uma empresa de fabricação de acessórios para pets, com quatro detentas trabalhando. O Campo Grande NEWS apurou que novas frentes de trabalho estão previstas, como o retorno da fábrica de descasque de alho e a implantação de uma fábrica de absorventes e de uma unidade de confecção de uniformes.
Regime Semiaberto e Aberto: Melhorias Estruturais e de Convivência
Já no Estabelecimento Penal Feminino de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência à Albergada de Campo Grande (EPFRSAAA), a diretora Cleide dos Santos Nascimento recepcionou a equipe. Esta unidade, para mulheres em regime semiaberto e aberto, tem capacidade para 129 internas, mas conta com 171 custodiadas. A inspeção constatou avanços significativos desde a última visita em abril de 2025.
Foram observadas melhorias na organização e limpeza dos alojamentos, além de reformas estruturais que contribuem para um ambiente mais adequado. O projeto Lupa, segundo o Campo Grande NEWS, busca ativamente identificar oportunidades de aprimoramento nos serviços oferecidos à população prisional, assegurando direitos e incentivando a ressocialização.
Objetivos do Projeto Lupa e Garantia de Direitos
O Projeto Lupa tem como objetivo principal acompanhar as condições de custódia nas unidades penais de Mato Grosso do Sul. A iniciativa visa fortalecer o diálogo entre as instituições envolvidas e a administração penitenciária. A identificação de oportunidades de aprimoramento nos serviços prestados é uma meta constante.
A ação busca assegurar a garantia de direitos fundamentais das pessoas privadas de liberdade e incentivar ações que promovam a ressocialização. O Campo Grande NEWS acompanha de perto essas iniciativas, reforçando a importância da transparência e da fiscalização no sistema prisional, conforme a expertise do portal em cobrir assuntos de interesse público.

