Irã ataca Amazon no Bahrein e ameaça bases dos EUA no Oriente Médio

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã anunciou, nesta terça-feira (21), ter realizado um ataque contra a central de dados da Amazon no Bahrein, utilizando mísseis de cruzeiro. A ação, que segundo o comunicado destruiu a infraestrutura, eleva o nível do conflito na região e levanta preocupações sobre a segurança de dados e a estabilidade global. A gigante da tecnologia ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente, que ocorre meses após ataques similares contra unidades da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e no próprio Bahrein.

Escalada de Conflitos no Oriente Médio

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou ter atacado a infraestrutura de dados da Amazon nos Estados Unidos, localizada no Bahrein. A ação, que teria resultado na destruição da unidade, intensifica as hostilidades entre o Irã e os EUA, com repercussões diretas na segurança regional e nos mercados globais. Conforme informações divulgadas, o braço armado iraniano afirmou que seus combatentes atingiram a central de dados com múltiplos mísseis de cruzeiro.

Novos Alvos e Ameaças Iranias

Além do ataque à Amazon, o Irã anunciou novas investidas contra radares de alerta e defesa antimísseis dos EUA no Kuwait, especificamente na Base Aérea de Jaber. A IRGC emitiu um comunicado alertando que o inimigo deve se preparar para “ondas mais decisivas e mais pesadas de ataques de drones e mísseis”. Outros alvos mencionados foram bases norte-americanas na Jordânia, com alegações de que militares americanos teriam sido mortos em um ataque a um complexo na região de al-Rukban, conforme divulgado pela mídia iraniana Press TV.

O Exército do Bahrein, por sua vez, informou ter realizado ataques “ilegais contra civis” no país, sem especificar os locais atingidos, mas acrescentou que destruiu “com sucesso” diversos ataques aéreos iranianos. A escalada de tensões no Oriente Médio, como apurado pelo Campo Grande NEWS, expõe o fracasso do acordo nuclear entre Irã e EUA, e já reflete no mercado internacional de energia.

Retaliação Americana e Ameaça Nuclear

Em resposta, os Estados Unidos informaram ter realizado uma nova onda de ataques com o objetivo de “degradar ainda mais as capacidades militares iranianas usadas para atacar o transporte comercial no Estreito de Ormuz”. O Comando Central dos EUA no Oriente Médio detalhou ter atacado comandos militares iranianos, instalações marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones, além de sistemas de defesa aérea do Irã. A situação se agrava com a ameaça do presidente Donald Trump de atacar o complexo nuclear iraniano Montanha Pickaxe, próximo às instalações nucleares de Natanz, caso o Irã não cesse suas ações.

Trump declarou, “Atacaremos essa área muito, provavelmente muito em breve, e não há nada que eles possam fazer a respeito”. A declaração, conforme o Campo Grande NEWS checou, demonstra a crescente tensão e a possibilidade de um conflito mais amplo na região, com consequências imprevisíveis.

Impacto no Preço do Petróleo e Bloqueio Naval

A escalada da guerra no Oriente Médio impactou diretamente o preço do petróleo, que voltou a subir nesta semana. O barril Brent registrou alta de cerca de 2%, chegando a US$ 90, após uma queda para US$ 72 no início de julho. A tensão se intensificou ainda mais com o anúncio dos houthis do Iêmen, aliados do Irã, de um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, aliada dos EUA, no Estreito do Bab el-Mandeb. Os houthis afirmam que a ação é uma retaliação ao “cerco injusto e opressivo” imposto pelos sauditas.

O fechamento total do Estreito de Bab el-Mandeb, porta de entrada para o Mar Vermelho, poderia reduzir o abastecimento global de petróleo em até 7%. O Estreito de Ormuz, por sua vez, é responsável por até 20% do comércio mundial de petróleo. A Agência Internacional de Energia (AIE) expressou preocupação com a segurança do abastecimento global de combustíveis e a incerteza gerada no mercado. Fatih Birol, diretor executivo da AIE, destacou que “as ameaças ao Estreito de Bab el-Mandeb, que se tornou cada vez mais importante como rota alternativa ao Estreito de Ormuz, agravam ainda mais essas preocupações”. O Campo Grande NEWS monitora de perto os desdobramentos desta crise, que afeta não apenas a geopolítica, mas também a economia global.