Patinetes elétricos em Campo Grande: menos de 1% vandalizado em duas semanas

A chegada dos patinetes elétricos em Campo Grande, há quase duas semanas, tem se mostrado um sucesso em termos de uso e preservação. A empresa Jet, responsável pela operação, divulgou dados animadores: menos de 1% da frota sofreu com vandalismo, furto ou acidentes graves desde o início da operação.

A fase experimental, que começou em 7 de julho e segue até outubro, já contabiliza cerca de 20 mil viagens realizadas por aproximadamente 7 mil usuários cadastrados. A frota é composta por 400 patinetes, todos monitorados por GPS e tecnologia de geofencing, que limita a área de circulação e reduz a velocidade em locais proibidos.

Esses números representam um desvio mínimo, dentro do esperado pela empresa. Segundo a assessoria de imprensa da Jet, é natural que ocorram situações isoladas em cidades que recebem o serviço pela primeira vez. A adaptação da população às regras de circulação e estacionamento, no entanto, tem sido avaliada como positiva.

O monitoramento constante permite que qualquer equipamento com irregularidade seja retirado de operação imediatamente e encaminhado para manutenção. Além disso, o aplicativo GO Jet exige que os usuários enviem uma foto do patinete estacionado corretamente ao final de cada uso, reforçando a responsabilidade e o cuidado com os equipamentos.

Adaptação e segurança em foco

A Jet atua em diversas cidades brasileiras e latino-americanas, e a experiência em Campo Grande segue um padrão de adaptação esperado. A empresa destaca que o índice de ocorrências é extremamente baixo frente ao volume de viagens e ao tamanho da frota, representando uma fração mínima do total de equipamentos em uso.

A tecnologia de geofencing, que cria “cercas” virtuais no mapa da cidade, é uma aliada importante. Ela reduz automaticamente a velocidade dos patinetes ao saírem das áreas permitidas e envia alertas para a central de segurança. Essa medida, combinada com a exigência de fotos do estacionamento, busca garantir a boa convivência do serviço com a cidade.

Conforme o Campo Grande NEWS checou, a prefeitura acompanhará de perto os dados desta fase de testes. A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) analisará o uso dos patinetes, os trajetos mais comuns, o volume de demanda e as questões de segurança e educação para o trânsito. O objetivo é avaliar a efetivação do serviço e, se for o caso, estabelecer regulamentos específicos.

Como funciona o serviço de patinetes

O serviço é operado exclusivamente por meio de um aplicativo, o GO Jet. Nele, o usuário pode localizar e desbloquear os patinetes escaneando um QR Code. O desbloqueio tem um custo de R$ 0,99, e a tarifa por minuto é de R$ 0,33. Os patinetes atingem uma velocidade máxima de 20 km/h.

Para utilizar o serviço, o usuário deve ter mais de 18 anos e preferencialmente circular em ciclovias ou ciclofaixas. É proibido o transporte de mais de uma pessoa no mesmo patinete. A devolução dos equipamentos deve ser feita apenas nos pontos indicados no aplicativo, evitando o abandono em locais inadequados.

Apesar de divulgar o percentual geral de ocorrências, a Jet não forneceu detalhes específicos sobre os casos de vandalismo, furto ou acidentes. A empresa reafirma que, de forma geral, a adesão às regras tem sido positiva, e a infraestrutura tecnológica garante o monitoramento e a segurança da frota.

A fase experimental, autorizada pela prefeitura, pode ser prorrogada por mais três meses, dependendo da análise dos dados coletados. A integração dos patinetes como uma opção de mobilidade urbana em Campo Grande ainda é incerta, mas os resultados iniciais são promissores. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando os desdobramentos desta iniciativa.

A empresa Jet já possui operações em dezenas de cidades brasileiras, como São Paulo, Santos, Rio de Janeiro e Niterói, acumulando experiência em diferentes contextos urbanos. Essa bagagem contribui para a gestão e adaptação do serviço em novas localidades. A transparência em relação aos dados de uso e segurança é fundamental para a confiança da população e das autoridades.

O uso de patinetes elétricos representa uma alternativa de transporte ágil e sustentável, especialmente em centros urbanos com trânsito intenso. A tecnologia embarcada nos equipamentos, como GPS e geofencing, é essencial para garantir o controle e a segurança, minimizando os riscos de mau uso ou vandalismo. A colaboração dos usuários, através do cumprimento das regras e do relato de problemas, é igualmente crucial para o sucesso do programa.

Conforme o Campo Grande NEWS checou, a Agetran tem um papel fundamental na avaliação do serviço, buscando entender o impacto dos patinetes na mobilidade da cidade e garantir que a operação ocorra de forma segura e organizada. A análise criteriosa dos dados coletados durante o período experimental definirá o futuro da frota de patinetes elétricos em Campo Grande, podendo levar à efetivação do serviço com regulamentações específicas.