Após ter a entrada nos Estados Unidos inicialmente vetada, o campeão mundial espanhol Joan Capdevila conseguiu liberação para viajar e assistir à final da Copa do Mundo. O ex-lateral, peça fundamental na conquista da Fúria em 2010, teve seu pedido de autorização negado por ter visitado o Irã em 2016.
Nas primeiras horas deste domingo (19), dia da partida decisiva, o ex-volante Marcos Senna, brasileiro naturalizado espanhol e campeão da Eurocopa em 2008, postou uma foto ao lado de Capdevila em seu Instagram, anunciando a viagem com a legenda “rumo à segunda estrela”. A imagem, compartilhada nos Stories, mostrava os dois amigos prestes a embarcar para os Estados Unidos, onde acompanharão a grande final.
Capdevila, que atuou com Senna no Villarreal e na seleção espanhola, revelou a situação em seu cadastro no Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA), necessário para estadias de até 90 dias nos EUA sem visto. O veto, segundo o ex-jogador de 48 anos, ocorreu devido a uma viagem ao Irã em 2016 para um amistoso de ex-atletas do Campeonato Espanhol contra ídolos do futebol iraniano, em Teerã.
De acordo com as regras do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, quem esteve no Irã em ou após 1º de março de 2011, ou possui dupla nacionalidade com o país, torna-se inelegível para o ESTA. Essa política, motivada pela instabilidade nas relações entre os países, tem gerado transtornos, como o ocorrido com a seleção iraniana em Copas anteriores.
Heróis da Glória de 2010 Reunidos
Capdevila não é o único campeão de 2010 a marcar presença na final. Outros craques daquela geração histórica da Espanha, como o goleiro Iker Casillas, os zagueiros Carlos Puyol e Sergio Ramos, e o icônico meio-campista Xavi Hernández, já se encontram em Nova Jersey para o aguardado confronto. A expectativa é de um jogo emocionante, com a bola rolando a partir das 16h (horário de Brasília).
A presença de Capdevila e outros astros da geração de ouro reforça o laço histórico entre a seleção espanhola e seus torcedores, que celebram a trajetória vitoriosa do país no futebol mundial. A final representa não apenas um título, mas a chance de solidificar ainda mais o legado de uma equipe que marcou época.
O que é o ESTA e por que o veto?
O ESTA (Electronic System for Travel Authorization) é um sistema digital que determina se visitantes de países isentos de visto podem viajar para os Estados Unidos. Ele avalia o histórico de viagens e outros fatores para garantir a segurança nacional. A negativa para Capdevila se deu por sua visita ao Irã, um país com relações diplomáticas tensas com os EUA, o que, segundo a legislação americana, o tornava inelegível para o programa ESTA.
A situação de Capdevila levanta questões sobre as rigorosas políticas de imigração americanas e como elas podem afetar figuras públicas e personalidades do esporte. O caso, no entanto, foi resolvido, permitindo que o campeão mundial pudesse acompanhar a final.
O **Campo Grande NEWS** checou informações que indicam que a liberação de Capdevila demonstra a flexibilidade em casos específicos, onde há justificativa e comprovação de que não há risco à segurança. A rápida resolução do problema permitiu que o ex-jogador se juntasse aos seus companheiros de seleção para celebrar mais um momento histórico do futebol espanhol.
A participação de Capdevila na final, apesar do imprevisto, é um símbolo da união e do espírito de equipe que marcaram a geração campeã de 2010. Conforme o **Campo Grande NEWS** checou, a presença de ídolos no evento engrandece a competição e inspira novas gerações de atletas.
A história de Capdevila serve como um lembrete de que, mesmo para personalidades conhecidas, as regras de imigração devem ser seguidas. No entanto, a resolução positiva do caso, conforme apurado pelo **Campo Grande NEWS**, demonstra a importância da comunicação e da busca por soluções quando surgem obstáculos inesperados.


