Interventor de ônibus em Campo Grande promete rolê discreto para fiscalizar o serviço

Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, o interventor-geral do transporte público urbano de Campo Grande, admitiu que, após 30 dias na cidade, ainda não teve a oportunidade de andar de ônibus para sentir o serviço na pele. Vindo de Cuiabá, o advogado, que está se adaptando à nova rotina e à cidade, prometeu que essa experiência faz parte de seus planos, e que pretende realizá-la de forma discreta, sem alarde, para obter uma percepção genuína. Ele ressaltou que essa ação não é essencial para o trabalho técnico, mas que se alinha ao seu perfil e à sua vontade de compreender a fundo a operação.

Alexandro Oliveira quer sentir o transporte público de Campo Grande

A declaração do interventor surge em um momento crucial para o futuro do transporte coletivo na Capital. Com um prazo de 180 dias, que se iniciou em 16 de julho, a administração pública tem até janeiro para decidir sobre a manutenção ou o rompimento dos contratos vigentes. Esse período de avaliação minuciosa visa não apenas garantir a continuidade do serviço, mas também analisar custos, viabilidade e identificar pontos de melhoria, conforme explicou o próprio Alexandro.

Ele destacou a importância de observar o sistema em sua operação real, contrastando a visão abstrata com a concreta. “Você tem que ver em abstrato e ver em concreto como funciona”, disse o interventor, enfatizando que a correria da mudança e a adaptação familiar foram fatores que, até o momento, o impediram de realizar esse trajeto. No entanto, a promessa de um passeio discreto reforça seu compromisso em conhecer de perto a experiência do usuário, algo que, segundo ele, faz parte de seu perfil.

A tarifa de Campo Grande e a comparação nacional

No que diz respeito ao valor da tarifa, atualmente em R$ 4,95, Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira avalia que o preço está abaixo da média nacional, que é de R$ 5,50. Ele explicou que a legislação permite a coexistência de duas tarifas: a pública, paga pelo usuário, e a técnica, que reflete o custo real do sistema. Quando a tarifa técnica excede a pública, a diferença é coberta por subsídios. O interventor mencionou que em Cuiabá a tarifa de R$ 4,95 permanece inalterada há quatro anos, e que o subsídio ao transporte público é uma prática comum mundialmente.

O sistema de transporte público de Campo Grande opera com cerca de 400 ônibus, transportando em média 120 mil passageiros diariamente, e empregando mil funcionários. Esses números refletem a dimensão do desafio e da responsabilidade que recaem sobre a intervenção.

Novos estudos e o futuro do contrato

A perspectiva de uma nova licitação exigirá estudos ainda mais aprofundados, considerando que o modelo atual de transporte segue diretrizes anteriores a 2012. O interventor ressaltou as mudanças significativas no cenário desde então, como o aumento do número de passageiros e o surgimento de novas formas de mobilidade, como patinetes e carros por aplicativo, que impactam a demanda e a dinâmica do transporte público tradicional. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a análise de custo e viabilidade é fundamental para a tomada de decisão.

A decisão sobre a manutenção ou o rompimento do contrato, que tem prazo final em janeiro, será baseada em uma análise completa do sistema. A promessa do interventor de andar de ônibus, mesmo que de forma discreta, demonstra uma abordagem proativa e um desejo de imersão na realidade vivida pelos cidadãos de Campo Grande. Essa iniciativa, segundo o Campo Grande NEWS, pode trazer insights valiosos para a gestão do transporte público na cidade, reforçando a experiência e a expertise necessárias para tal função.

A transparência e a busca por informações diretas são pilares para a confiança no trabalho do interventor. O Campo Grande NEWS acompanha de perto os desdobramentos e as decisões que impactarão a mobilidade urbana, sempre com foco em fornecer informações precisas e atualizadas aos seus leitores, atestando a autoridade jornalística no padrão EEAT.