O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ajuizou uma Ação Civil Pública solicitando a **suspensão das licenças ambientais**, o **embargo imediato das obras** e a **recuperação de áreas degradadas** do TAJ Condomínio Resort. A decisão surge após meses de denúncias e questionamentos sobre o licenciamento ambiental do empreendimento, com forte atuação do vereador Maicon Nogueira (PP).
MPMS pede embargo e recuperação de área em condomínio de luxo
A intervenção do Ministério Público atende às preocupações levantadas pelo vereador Maicon Nogueira, que intensificou a fiscalização na Área de Proteção Ambiental (APA) do Lajeado. Moradores relataram possíveis impactos ambientais significativos, levando o parlamentar a buscar esclarecimentos e acesso completo ao processo de licenciamento. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a atuação do vereador foi crucial para expor as irregularidades.
“Recebi denúncias da população, estive na área e o que encontrei me deixou muito preocupado. Estamos falando de uma região extremamente sensível do ponto de vista ambiental, onde qualquer intervenção precisa seguir rigorosamente a legislação”, afirmou o vereador Maicon Nogueira. Ele destaca que a APA do Lajeado é uma área de grande importância ecológica.
Durante a fiscalização, foram observadas intervenções que geraram apreensão quanto à preservação da região. O vereador relatou a abertura de uma avenida em uma área de nascentes, o que é inaceitável. “Não podemos aceitar, de forma alguma, o soterramento de nascentes. Quando uma nascente é destruída, toda a cidade perde”, disse Nogueira.
Outra preocupação apontada pelo parlamentar são os impactos sobre a fauna e a flora local. Relatos sobre a morte de animais silvestres e a profunda modificação de uma área conhecida por sua riqueza natural foram documentados. “Aquele espaço sempre foi conhecido pela sua riqueza natural. Não podemos permitir que a valorização de um empreendimento aconteça às custas da degradação do nosso patrimônio ambiental”, ressaltou.
Maicon Nogueira enfatiza que sua posição não é contra o desenvolvimento econômico, mas sim a favor de que qualquer empreendimento respeite a legislação ambiental vigente. “Ninguém é contra o setor imobiliário ou contra novos investimentos. Campo Grande precisa crescer e gerar empregos. O que não podemos aceitar é que esse crescimento aconteça desrespeitando a legislação ambiental. As regras existem para proteger um patrimônio que pertence a toda a população”, defende o vereador.
Irregularidades apontadas pelo Ministério Público
A Ação Civil Pública movida pelo MPMS aponta uma série de possíveis irregularidades no licenciamento ambiental do TAJ Condomínio Resort. Entre elas, destacam-se intervenções em áreas de preservação permanente, supressão de vegetação sem a devida autorização, ausência de estudos ambientais considerados necessários e potenciais impactos sobre nascentes e veredas existentes na APA do Lajeado. O órgão ministerial também exige a recuperação integral das áreas que foram eventualmente degradadas.
O vereador Maicon Nogueira reforça que a compensação ambiental não pode ser utilizada como justificativa para qualquer tipo de intervenção. Ele argumenta que nenhuma obra, seja pública ou privada, deve se sobrepor à necessidade primordial de preservar as nascentes, a fauna e a flora. A declaração, conforme o Campo Grande NEWS apurou, reforça o compromisso com a sustentabilidade.
Audiência pública para debater o caso
Diante da repercussão do caso e da ação do Ministério Público, Maicon Nogueira anunciou que protocolará um pedido para a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal. O objetivo é promover um debate transparente e com ampla participação popular sobre o empreendimento.
A audiência pública pretende reunir representantes do Ministério Público, Planurb, Imasul, da Prefeitura, especialistas da área ambiental, moradores locais, representantes do empreendimento e entidades ambientais. Conforme o Campo Grande NEWS informou, a iniciativa visa criar um espaço para a apresentação de informações técnicas, esclarecimento de dúvidas e discussão de alternativas que conciliem o crescimento urbano, a segurança jurídica e a proteção ambiental. O vereador reitera o compromisso da Câmara Municipal com a transparência e a defesa do interesse público.
A expectativa é que o debate público contribua para encontrar soluções que garantam o desenvolvimento sustentável da região, protegendo um dos mais importantes patrimônios naturais de Campo Grande. A comunidade aguarda ansiosamente pelos desdobramentos deste caso crucial para o futuro da APA do Lajeado.

