Paciente de 27 anos denuncia abuso sexual em UTI de hospital de Campo Grande

Uma jovem de 27 anos, internada em estado de vulnerabilidade na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, fez uma denúncia chocante: ela teria sido vítima de abuso sexual durante a internação. O caso, registrado neste sábado (11), já está sob investigação da Polícia Civil, que busca apurar os fatos e garantir a segurança da paciente.

Hospital Regional investiga grave denúncia de abuso sexual em UTI

A paciente, que está hospitalizada desde o dia 15 de junho devido a complicações relacionadas à gestação e ao período pós-parto, relatou o ocorrido em boletim de ocorrência. Segundo a denúncia, o abuso teria acontecido na madrugada de sexta-feira (10), durante o plantão noturno na UTI. A jovem estava sonolenta após receber medicamentos quando o técnico de enfermagem, de 52 anos, teria praticado o ato.

A vítima acordou durante a agressão, reconheceu o profissional e ele deixou o local em seguida. A gravidade da situação foi comunicada a outra técnica de enfermagem que assumiu o plantão posteriormente. A profissional, agindo prontamente, acionou a enfermeira responsável e a psicóloga do setor, iniciando os procedimentos internos para lidar com a denúncia.

Conforme informações divulgadas pelo Campo Grande News, a família da paciente expressou preocupação e relatou que o caso seria levado à direção do hospital. No entanto, até o momento do registro da ocorrência, não havia informações claras sobre as medidas que a instituição de saúde pretendia adotar.

Medidas protetivas e investigação policial

Após a denúncia, a vítima solicitou **medidas protetivas de urgência**. A Polícia Civil, atuando de forma célere, requereu à Justiça que o investigado seja proibido de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com a paciente. Além disso, foi solicitado que ele fique impedido de exercer atividades que envolvam contato direto com pessoas em situação de vulnerabilidade enquanto a investigação estiver em curso.

O caso é tratado como estupro de vulnerável, dada a condição da paciente, que se encontrava debilitada e em um ambiente hospitalar. A Polícia Civil trabalha para reunir provas e testemunhos que possam esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em nota oficial, informou que tomou conhecimento da denúncia na última sexta-feira (10). A instituição declarou que está adotando as medidas necessárias para a apuração dos fatos e que está prestando todo o acolhimento e suporte à paciente. O hospital ressaltou que acompanha as investigações conduzidas pela Polícia Civil e manifestou confiança de que, ao final do processo legal, os responsáveis serão devidamente identificados e responsabilizados.

A transferência da paciente para um quarto da maternidade, onde agora permanece sob acompanhamento constante de familiares, é uma das medidas adotadas para garantir sua segurança e bem-estar. O caso levanta preocupações sobre a segurança de pacientes em unidades de tratamento intensivo e a importância de protocolos rigorosos para prevenir e investigar tais incidentes.

O Campo Grande NEWS checou que a paciente está recebendo apoio psicológico e médico para lidar com o trauma. A comunidade local aguarda o desenrolar das investigações e a punição dos responsáveis, buscando que situações como essa não se repitam. A confiança na justiça e nas instituições é fundamental para que vítimas de violência recebam o amparo necessário.

Conforme o Campo Grande NEWS checou, a investigação policial visa não apenas identificar o agressor, mas também apurar possíveis falhas nos procedimentos de segurança do hospital. A perícia no local e o depoimento de testemunhas serão cruciais para o andamento do caso. A equipe médica e de enfermagem envolvida no plantão da UTI também poderá ser chamada para prestar esclarecimentos.

A reportagem do Campo Grande NEWS buscou contato com familiares da paciente para obter mais detalhes, mas foi informado que eles preferem aguardar o andamento das investigações para se manifestar publicamente. A prioridade neste momento é a recuperação da jovem e a garantia de que ela receba toda a assistência necessária.