Batata e banana impulsionam alta da cesta básica em Campo Grande em junho

A cesta básica em Campo Grande registrou um aumento de 0,58% em junho, atingindo o custo de R$ 846,06. Com essa elevação, a capital sul-mato-grossense agora figura como a sexta cidade com a cesta básica mais cara entre as 27 capitais brasileiras, conforme aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Este cenário impacta diretamente o orçamento das famílias campo-grandenses, que sentem o peso crescente dos alimentos essenciais.

Os principais vilões dessa alta foram a batata, com um expressivo aumento de 10,88%, e a banana, que subiu 3,27%. Outros produtos que também pressionaram o bolso do consumidor foram o feijão carioca (2,71%), o tomate (2,21%) e o pão francês (1,34%). Cinco dos treze itens que compõem a cesta básica registraram alta no período, evidenciando uma tendência de encarecimento generalizado para esses produtos.

No acumulado do ano, a cesta básica em Campo Grande já acumula uma alta de 9,04%. Quando comparado a junho do ano passado, o aumento chega a 6,69%. A batata se destaca novamente como o item de maior elevação anual, com um salto impressionante de 99,75%. O tomate segue de perto, com 96,90%, e o feijão carioca, com 51,03%, completam o pódio dos alimentos que mais encareceram em 2026.

Alimentos que ficaram mais baratos em junho

Apesar do cenário de alta geral, alguns produtos apresentaram queda em seus preços em junho, oferecendo um pequeno alívio para os consumidores. O leite integral liderou as reduções, com uma queda de 3,17%. O óleo de soja (-3,01%), o arroz agulhinha (-2,20%) e a carne bovina de primeira (-1,46%) também registraram preços menores.

Outros itens que contribuíram para a desaceleração da cesta foram a farinha de trigo (-1,15%), o açúcar cristal (-0,97%), a manteiga (-0,78%) e o café em pó (-0,39%). Conforme o Campo Grande NEWS checou, essas quedas, embora pontuais, ajudam a mitigar o impacto dos aumentos em outros produtos essenciais, mas não o suficiente para reverter a tendência de alta do custo de vida.

Comparativo anual mostra persistência da alta

Olhando para os últimos 12 meses, o feijão carioca continua sendo um dos principais responsáveis pela inflação da cesta básica, com um aumento acumulado de 48,84%. A batata também segue com elevação significativa, acumulando 45,28% de aumento, e o tomate, 24,66%. Esses números demonstram a persistência do aumento no custo desses itens ao longo do tempo.

Em contrapartida, o açúcar cristal apresentou uma queda expressiva de 24,88% nos últimos 12 meses. O arroz recuou 18,20% e o café em pó ficou 15,30% mais barato. O levantamento, divulgado pelo Campo Grande NEWS, reforça a volatilidade dos preços dos alimentos e a necessidade de planejamento financeiro por parte das famílias.

Impacto no orçamento do trabalhador

A pesquisa do Dieese e Conab também detalha o peso da alimentação no orçamento das famílias. Um trabalhador que recebe o salário mínimo atual, de R$ 1.621, precisou dedicar 114 horas e 50 minutos de seu tempo de trabalho para adquirir a cesta básica em Campo Grande. Isso significa que mais da metade da renda líquida, especificamente 56,43%, foi comprometida apenas com a compra dos alimentos essenciais.

Esse dado evidencia a dificuldade de muitas famílias em suprir suas necessidades básicas, especialmente aquelas com rendas mais baixas. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o custo de vida em Campo Grande, impulsionado principalmente pela cesta básica, exige um esforço considerável dos trabalhadores para garantir o sustento familiar, refletindo a importância de políticas públicas que visem a estabilização dos preços dos alimentos e o aumento do poder de compra da população.