As defesas de Geancarlos Leal de Freitas e Felipe Paroschi Jafar, detidos na Operação Gutenberg, estão empenhadas em obter a liberdade de seus clientes. Pedidos de habeas corpus estão sendo preparados e devem ser protocolados ainda nesta quinta-feira (9), com o argumento de que as prisões preventivas decretadas pela Justiça não atendem aos requisitos legais. A operação, deflagrada pelo Gaeco, investiga supostas fraudes em contratos públicos e já resultou na prisão de 16 pessoas.
Gutenberg: Advogados lutam por soltura de presos
A Operação Gutenberg, que desvendou um suposto esquema de fraudes em contratos públicos, tem levado à prisão diversos investigados. No entanto, as defesas dos presos não se dão por vencidas e já preparam medidas judiciais para reverter a situação. O foco principal agora está na obtenção de habeas corpus para Geancarlos Leal de Freitas e Felipe Paroschi Jafar, cujos advogados confirmaram ao Campo Grande News que as petições serão apresentadas nesta quinta-feira (9). A estratégia das defesas se baseia na alegação de que as prisões preventivas carecem de fundamentos legais sólidos.
A atuação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) gerou um impacto significativo, com 16 mandados de prisão preventiva expedidos. A investigação aponta para um complexo esquema de fraudes, mas as defesas buscam demonstrar a inocência de seus clientes e a desnecessidade da medida cautelar mais drástica. O acesso aos autos, inicialmente restrito, também foi um ponto de preocupação para os advogados, que alegam ter sido prejudicados pelo que chamam de “abusivo e ilegal cerceamento”.
Enquanto isso, a Justiça manteve as prisões de outros investigados, como a empresária Jessyka Duarte Burgatt, a cirurgiã-dentista Rossana Paroschi Jafar e o ex-prefeito de Fátima do Sul, Junior Vasconcelos, após audiências de custódia. A defesa de Jessyka, por exemplo, pleiteou a prisão domiciliar devido à sua condição de mãe de duas crianças pequenas, mas o pedido não foi analisado no mérito por questões de competência judicial. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a Coordenadoria de Audiência de Custódia não teria prerrogativa para revisar prisões preventivas de outro juízo.
Argumentos da defesa para a liberdade
Ewerton Brito, advogado de Geancarlos Leal de Freitas, declarou que a prisão preventiva de seu cliente não atende aos requisitos legais. “A prisão dele não preenche os requisitos para que permaneça preso, por isso vamos trabalhar pela liberdade dele”, afirmou. Brito ressaltou a convicção na inocência de seu cliente, mesmo que a investigação ainda esteja em fase inicial. “Temos a certeza de que comprovaremos que ele não teve participação em qualquer atividade criminosa e que foi um equívoco ele ser alvo desta operação”, acrescentou, descrevendo Geancarlos como “uma pessoa idônea, trabalhador e pai de família”.
O advogado Guilherme Tabosa, que representa Felipe Paroschi Jafar, também confirmou a preparação de medidas para buscar a revogação da prisão preventiva. Ele destacou que as providências para restabelecer a liberdade do cliente e demonstrar o “grande equívoco do Gaeco” já estão em andamento. A comunicação entre as defesas e o progito investigativo tem sido desafiadora, mas a busca por garantias legais é o principal objetivo.
Prisões mantidas pela Justiça
Apesar dos esforços das defesas, a Justiça manteve as prisões preventivas de Jessyka Duarte Burgatt, Rossana Paroschi Jafar e Junior Vasconcelos. Os três passaram por audiências de custódia no Fórum de Campo Grande. No caso de Jessyka, a defesa solicitou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, argumentando que ela é mãe de duas crianças, uma delas com apenas um ano de idade e ainda em fase de amamentação. Além disso, foi destacado que ela é primária, possui residência fixa e não responde a outros processos criminais.
Apesar das alegações da defesa de Jessyka, o juiz Marcus Abreu de Magalhães não analisou o mérito do pedido de prisão domiciliar. A decisão se baseou na interpretação de que a Coordenadoria de Audiência de Custódia não teria competência para revisar prisões preventivas decretadas por outro juízo, quando estas decorrem do cumprimento de mandado judicial. Subsidiariamente, a defesa de Jessyka requereu a revogação da prisão preventiva ou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, buscando alternativas à detenção.
Operação Gutenberg e suas investigações
A Operação Gutenberg foi deflagrada na terça-feira (7) pelo Gaeco, com o objetivo de investigar um suposto esquema de fraudes envolvendo contratos públicos. A investigação aponta para irregularidades que podem ter causado prejuízos significativos aos cofres públicos. Geancarlos Leal de Freitas e Felipe Paroschi Jafar estão entre os 16 alvos dos mandados de prisão preventiva expedidos. O caso continua em andamento, com as defesas buscando reverter as prisões e provar a inocência de seus clientes.
A atuação do Campo Grande NEWS tem sido fundamental para acompanhar os desdobramentos da Operação Gutenberg, fornecendo informações atualizadas sobre as investigações e as ações judiciais. A cobertura detalhada do portal, conforme o Campo Grande NEWS checou, reflete a importância de manter a população informada sobre casos de grande repercussão. A expectativa agora se volta para os desdobramentos dos pedidos de habeas corpus e para os próximos passos da investigação, que promete revelar mais detalhes sobre o suposto esquema de fraudes em contratos públicos.

