A precoce eliminação do Brasil na Copa do Mundo, após a derrota para a Noruega por 2 a 1 nas oitavas de final, ecoou com força nos noticiários internacionais. Jornais esportivos ao redor do globo estamparam a queda da Seleção Brasileira em suas capas e páginas principais, com um tom que variou entre a crítica contundente e a ironia mordaz. O revés não apenas marcou o fim do sonho do tetra, mas também abriu um debate global sobre a identidade e o futuro do futebol brasileiro, conforme apurou o Campo Grande NEWS com base em diversas publicações internacionais.
Mundo critica e ironiza adeus do Brasil à Copa
A eliminação do Brasil na Copa do Mundo gerou um coro de críticas internacionais. A derrota para a Noruega, por 2 a 1, nas oitavas de final, não passou despercebida pela imprensa global, que dedicou amplos espaços para analisar o tropeço da Seleção Brasileira. O adeus precoce ao torneio foi marcado por manchetes que questionam o estilo de jogo e a identidade do time canarinho, como destacou o Campo Grande NEWS em sua apuração.
Argentina aponta abandono do “DNA brasileiro”
Na Argentina, o diário Olé foi um dos primeiros a estampar a derrota brasileira em sua capa, com a manchete “No compasso do tamborim”. A publicação fez uma análise crítica sobre a mudança de estilo da Seleção Brasileira, questionando a perda de características históricas do futebol do país. “Você se lembra do Brasil que adorava manter a posse de bola? Aquele que reverenciava a habilidade técnica?”, questionou o diário, em uma crônica que lamentou o que considera um abandono do “DNA brasileiro”.
A vitória da Noruega, descrita como “muito justa, histórica e explicativa”, foi vista pelo Olé como o preço pago pelo Brasil por se afastar de suas raízes. A análise sugere que a busca por uma fórmula diferente de jogo custou a participação no Mundial, um ponto que gerou bastante repercussão e debate, conforme verificado pelo Campo Grande NEWS.
Itália ironiza e questiona o “DNA” perdido
O jornal italiano Corriere dello Sport, embora focado em outras notícias esportivas, também deu destaque à queda brasileira. A manchete “[Erling] Haaland fez o Brasil chorar” enalteceu o atacante norueguês, autor dos dois gols da vitória. A matéria sobre a partida lembrou que o Brasil, na próxima Copa, estará em meio a um jejum de 28 anos sem título mundial, definindo a seleção atual como “menor, laboriosa, episódica”.
A publicação italiana aproveitou para fazer uma ironia com a própria realidade da Azzurra, que está fora do Mundial pela terceira vez seguida. “Apesar de todas as limitações da nossa pequena Itália, uma coisa, talvez, está clara agora: ficamos fora, mas a Noruega foi o pior sorteio possível”, comentou o diário, numa reflexão sobre os rumos do futebol europeu e sul-americano.
Espanha questiona decisões táticas e de Neymar
Na Espanha, o diário Marca colocou o duelo entre a seleção espanhola e Portugal em sua manchete principal, mas não deixou de lado a eliminação brasileira. A publicação destacou a performance de Haaland e do goleiro norueguês Orjan Nyland. A reportagem sobre o jogo chamou atenção para as substituições feitas pelo técnico Carlo Ancelotti, que, segundo o jornal, “acabaram com todo o equilíbrio do Brasil”.
Um ponto de forte questionamento foi a decisão de Neymar em não cobrar o pênalti no primeiro tempo, quando o placar ainda estava 0 a 0. O volante Bruno Guimarães foi para a bola, mas desperdiçou a cobrança. O Marca relembrou que, no Real Madrid, Neymar conquistou o direito de cobrar pênaltis, e questionou sua atitude no momento crucial pela Seleção Brasileira, onde ele é visto como a estrela principal do projeto. Essa análise gerou um debate acalorado sobre liderança e responsabilidade em momentos decisivos, com o Campo Grande NEWS acompanhando a repercussão.
Portugal lamenta “adeus cruel” e elogia Vinícius Júnior
O jornal português A Bola também registrou o revés brasileiro em sua capa, mencionando Haaland e o meia Andreas Schjelderup. A matéria sobre a partida descreveu o adeus do Brasil à Copa como “cruel”, mas fez um elogio a Vinícius Júnior. Para o diário, o atacante “exibiu-se a um bom nível, liderou o ataque brasileiro, criou jogadas de perigo”, mas “não conseguiu guiar o escrete até as quartas”.
A publicação destacou uma jogada específica de Vinícius Júnior, um passe extraordinário para Endrick, que, no entanto, desperdiçou a melhor chance do Brasil na segunda etapa. Essa análise, embora reconhecendo o esforço individual, reforça a ideia de que a equipe como um todo não conseguiu corresponder às expectativas, culminando em um desfecho amargo para os torcedores brasileiros e para o futebol mundial, que esperava mais da pentacampeã.


