Um homem de 37 anos, identificado como Rogério Nascimento da Silva, que manteve uma atendente de restaurante refém em Campo Grande no último domingo (5), é agora o principal suspeito de um brutal assassinato ocorrido na semana passada em Ribas do Rio Pardo. A vítima, Maria José de Oliveira Beserra, de 70 anos, era filha da primeira ex-vereadora da cidade. O crime chocou a região e, segundo relatos, o próprio suspeito expressou o desejo de se entregar à polícia por este motivo durante a ação no estabelecimento comercial.
Homem que fez refém em restaurante é suspeito de matar filha de ex-vereadora
A tensão tomou conta de um restaurante no Jardim Tarumã, em Campo Grande, na tarde de domingo, quando Rogério Nascimento da Silva, de 37 anos, rendeu uma funcionária. Durante o sequestro relâmpago, o homem insistia para que a Polícia Militar fosse acionada, afirmando que desejava se entregar por um crime que havia cometido anteriormente. A gerente do estabelecimento, de 42 anos, relatou que o suspeito não demonstrava interesse em roubar nada, apenas em se apresentar às autoridades.
O crime em Ribas do Rio Pardo
Conforme apurado pelo Campo Grande News, Rogério é apontado pela Polícia Civil como principal suspeito de ter assassinado Maria José de Oliveira Beserra, de 70 anos, com nada menos que 14 facadas. O crime ocorreu no dia 29 de junho, na residência da vítima, em Ribas do Rio Pardo. Maria José era uma figura conhecida na cidade, sendo filha da primeira ex-vereadora local. A brutalidade do ato levanta sérias questões sobre a motivação por trás do assassinato.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, após ser preso, Rogério repetiu a versão de que queria se entregar pelo homicídio cometido na cidade vizinha. Ele também mencionou ter consumido cocaína e precisar de dinheiro. Imagens obtidas pela reportagem mostram o suspeito agindo de forma agressiva, mantendo uma faca encostada no peito da atendente enquanto aguardava a chegada da polícia. A ação demonstra o desespero e a periculosidade do indivíduo.
A negociação e a prisão
Um sargento da Polícia Militar que estava de folga participou ativamente das negociações para a liberação da refém. Em um determinado momento, Rogério chegou a demonstrar intenção de soltar a faca, mas mudou de ideia e tentou retomá-la. A situação era de extrema tensão, com a vida da atendente em risco iminente. A intervenção policial foi crucial para evitar um desfecho trágico para a funcionária do restaurante.
Vídeos divulgados pelo Campo Grande News registraram o exato momento em que os policiais conseguiram imobilizar o suspeito. Assim que Rogério foi contido, a atendente correu para longe, ilesa, para a surpresa e alívio de todos os presentes. A rápida ação dos agentes de segurança foi fundamental para garantir a integridade física da refém, que passou por momentos de puro terror.
Agressão após a prisão
O comportamento de Rogério Nascimento da Silva não cessou após sua prisão. O homem, que já demonstrava instabilidade, tentou atear fogo em uma viatura policial com um isqueiro que estava escondido em suas partes íntimas. Ele chegou a iniciar um incêndio no compartimento de presos, proferindo ameaças de morte contra os policiais. O fogo foi rapidamente contido pelos próprios militares, e o suspeito foi encaminhado para a delegacia em outra viatura, sob forte escolta.
A prisão de Rogério Nascimento da Silva encerra um capítulo de terror para a atendente do restaurante e abre novas frentes de investigação para a Polícia Civil. Conforme o Campo Grande News checou, além de Rogério, um outro homem, Fábio Santos Fogaça, de 45 anos, também foi preso e é suspeito de participação no homicídio de Maria José de Oliveira Beserra. A investigação agora busca esclarecer a dinâmica completa dos fatos e a possível conexão entre os dois suspeitos.

