A valorização imobiliária em Campo Grande tem apresentado dinâmicas interessantes, com alguns bairros se destacando significativamente no preço do metro quadrado. A pesquisa mais recente do Índice Fipezap, referente a junho, aponta a Vila Planalto e a região central como as que mais registraram altas nos últimos 12 meses. Enquanto a Vila Planalto apresentou uma variação de 21,4%, o Centro impressionou com um salto de 30,2%.
Esses números indicam uma forte demanda e um aquecimento do mercado imobiliário nessas áreas específicas da capital sul-mato-grossense. O Índice Fipezap, amplamente reconhecido no setor, oferece um panorama detalhado sobre o comportamento dos preços dos imóveis nas principais cidades brasileiras. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa tendência de valorização em bairros antes considerados menos nobres demonstra uma expansão do desenvolvimento urbano e novas oportunidades de investimento.
A capital de Mato Grosso do Sul se posiciona como a 7ª capital que mais valorizou em 2024, com uma variação média de 4,29% no preço do metro quadrado nos últimos 12 meses, atingindo o valor médio de R$ 6.887. No acumulado de janeiro a junho deste ano, a valorização foi de 5,02%. Em junho, especificamente, o aumento foi de 0,41%, evidenciando um mercado em constante movimento.
Bela Vista lidera o ranking de imóveis mais caros
Apesar da expressiva valorização em bairros como Vila Planalto e Centro, o bairro Bela Vista mantém sua posição de destaque como o que possui o metro quadrado mais caro em Campo Grande. O preço médio de venda na região chega a R$ 11.190, consolidando-se como um dos endereços mais desejados e valorizados da cidade. Esta liderança reflete fatores como infraestrutura, segurança e a qualidade de vida oferecida aos seus moradores.
Em seguida na lista dos bairros com os metros quadrados mais caros, aparece o Jardim dos Estados, com um preço médio de R$ 10.721/m². Essa região também apresentou uma valorização de 1,6% nos últimos 12 meses, demonstrando uma estabilidade e atratividade contínuas. O Carandá Bosque, por sua vez, registrou um preço médio de R$ 8.348/m², mas com uma queda de 7,7% no mesmo período, indicando possíveis flutuações no mercado local.
Outros bairros que compõem o cenário de preços elevados incluem o Planalto, com o metro quadrado a R$ 8.000, e a Mata do Jacinto, onde o valor é de R$ 7.540/m², com uma modesta alta de 0,6% em 12 meses. Esses dados, compilados pelo Índice Fipezap e analisados pelo Campo Grande NEWS, oferecem um panorama claro sobre a diversidade de valores e tendências em diferentes regiões da capital.
Variações e retrações em outros bairros
O mercado imobiliário nem sempre segue uma linha ascendente em todas as áreas. O bairro Tiradentes, por exemplo, registrou um recuo de 0,1% no acumulado de 12 meses, com o metro quadrado custando R$ 7.075. O São Francisco apresentou uma valorização mais robusta, de 9,4%, com o metro quadrado a R$ 6.849, aproximando-se da média geral da capital.
A região central, que liderou a valorização com 30,2%, tem o metro quadrado precificado em R$ 5.940. O bairro Cruzeiro, com R$ 5.655/m², e o Rita Vieira, com R$ 5.441/m², apresentaram retrações de 3,2% e 6,9%, respectivamente, nos últimos 12 meses. Essas variações mostram que a dinâmica de preços é influenciada por uma série de fatores, incluindo desenvolvimento urbano, oferta e demanda, e investimentos em infraestrutura, como aponta a análise detalhada do Campo Grande NEWS.
A capital sul-mato-grossense se destaca no cenário nacional de valorização imobiliária. Entre as capitais que mais valorizaram em 2024, Campo Grande aparece em 7º lugar, com 5,02% de variação acumulada de janeiro a junho. Ela figura atrás de Manaus (7,26%), Vitória (7,14%), Salvador (6,23%), Aracaju (5,77%), Teresina (5,08%) e Natal (5,03%). Essa posição reforça o dinamismo do mercado imobiliário local e seu potencial de crescimento.

