Ciclovias de Campo Grande testam nova regra para bikes elétricas e patinetes
Campo Grande deu um passo importante na modernização de sua infraestrutura cicloviária. Em um período experimental de 180 dias, bicicletas comuns, patinetes elétricos e outros equipamentos de mobilidade individual autopropelidos poderão circular juntos nas ciclovias e ciclofaixas da cidade. A autorização, publicada em edição extra do Diário Oficial, visa coletar dados técnicos essenciais para embasar uma regulamentação definitiva, garantindo a segurança e a convivência harmoniosa entre os diferentes modais de transporte. A decisão, conforme divulgado pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), busca entender a dinâmica do uso compartilhado desses espaços.
Equipamentos autorizados e limites definidos
A portaria estabelece regras claras para os equipamentos que poderão compartilhar as ciclovias. Serão permitidos dispositivos individuais de pequeno porte com motor elétrico, que possuam uma ou mais rodas, potência máxima de até 1.000 W e velocidade máxima de fabricação de até 32 km/h. Além disso, a largura máxima permitida é de 70 cm e a distância entre eixos não deve ultrapassar 130 cm. Essas especificações seguem a resolução de 2023 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), alinhando a legislação local às diretrizes nacionais para micromobilidade.
Essa medida é direcionada especialmente aos patinetes elétricos e equipamentos similares, que têm se tornado cada vez mais populares como alternativas de deslocamento urbano sustentável. As bicicletas movidas exclusivamente pela força humana continuam, naturalmente, autorizadas a utilizar as ciclovias e ciclofaixas, integrando-se a essa nova fase de convivência.
Segurança e convivência no trânsito
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito reforça que a circulação compartilhada deve priorizar a **segurança viária** e o **respeito mútuo entre os usuários**. Os condutores de todos os equipamentos deverão adequar sua velocidade ao fluxo existente, às condições da infraestrutura e a possíveis situações de risco. A portaria é enfática ao determinar que os condutores de equipamentos elétricos deverão **reduzir a velocidade sempre que houver risco à segurança** dos demais usuários, promovendo um ambiente mais seguro para todos.
A Agetran também poderá implementar sinalização específica, realizar campanhas educativas e orientar os usuários durante este período de teste. O objetivo é monitorar o volume de circulação, os padrões de uso, identificar potenciais conflitos e avaliar a efetividade das medidas adotadas. Esses dados, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, serão cruciais para a elaboração de uma regulamentação definitiva e para possíveis melhorias na infraestrutura cicloviária da cidade.
Período experimental e regulamentação futura
O período experimental de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período, servirá como um laboratório a céu aberto para a Agetran. A intenção é coletar dados técnicos com a portaria n. 03, publicada no Diário Oficial, para entender como bicicletas e equipamentos elétricos interagem no mesmo espaço. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a agência visa uma regulamentação mais ampla e detalhada após essa fase de observação e coleta de informações. Casos não previstos na portaria serão decididos pela diretoria-presidência da Agetran, com base no Código de Trânsito Brasileiro e nas normas federais.
A medida, que entrou em vigor na data de sua publicação, representa um avanço na adaptação das cidades às novas formas de mobilidade urbana. A expectativa é que, ao final do período experimental, Campo Grande tenha diretrizes claras para garantir que ciclovias e ciclofaixas sejam espaços seguros e eficientes para todos os seus usuários, impulsionando o uso de transportes mais sustentáveis e a qualidade de vida urbana, como tem acompanhado o Campo Grande NEWS em suas reportagens sobre mobilidade.

