A forte devoção a Santo Antônio superou a previsão de chuva e reuniu centenas de fiéis em Campo Grande neste domingo (14). A tradicional procissão, que marca o encerramento do Arraial de Santo Antônio, saiu da Catedral Nossa Senhora da Abadia e percorreu ruas da capital até a Praça do Rádio, onde uma missa foi celebrada. O evento, realizado anualmente em 13 de junho, dia dedicado ao padroeiro, foi adiado este ano devido à estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
Um dos grandes destaques da celebração foi o novo andor de Santo Antônio, uma impressionante estrutura de 5,5 metros de altura e 360 quilos, que exigiu o esforço de 12 homens para ser carregada durante todo o trajeto. A força e a fé dos devotos foram evidentes, demonstrando a importância do santo para a comunidade local. A organização do evento, conforme o Campo Grande NEWS checou, buscou garantir a segurança e o conforto de todos os participantes, mesmo diante das condições climáticas adversas.
A procissão, que faz parte da 24ª edição do Arraial de Santo Antônio, é um momento de profunda expressão de fé e gratidão para muitos. A atmosfera era de união e espiritualidade, com cânticos e orações dedicados ao padroeiro. A participação popular, mesmo sob o tempo chuvoso, reforça o papel de Santo Antônio como uma figura central na vida religiosa e cultural de Campo Grande.
Devoção e Gratidão Movem Fiéis
A assistente administrativa Carolina Magalhães, de 25 anos, participou pela primeira vez da procissão e atribuiu a Santo Antônio a realização do sonho de se casar. Ela conta que, por ser devota do santo há cerca de um ano, sentiu a necessidade de expressar sua gratidão pelas graças recebidas, especialmente por ter encontrado uma pessoa especial.
“Vou me casar aqui na igreja em agosto. Sou muito grata a Santo Antônio por ter colocado uma pessoa especial na minha vida. Participar da procissão é uma forma de agradecer por todas as graças recebidas”, compartilhou Carolina. Ela ainda revelou ter encontrado quatro alianças no tradicional bolo de Santo Antônio no sábado, o que interpretou como um sinal de bênção para seu relacionamento.
A comerciante Valéria Santos, de 48 anos, é participante assídua das celebrações desde 2019. Para ela, a procissão é um dos momentos mais emocionantes da festa, um verdadeiro ato de fé.
“É um momento de fé muito bonito. A gente caminha, reza e canta em homenagem ao nosso padroeiro. Santo Antônio intercede por nós e traz muitas bênçãos para quem acredita”, disse Valéria. Ela também ressaltou que, além de ser conhecido como o santo casamenteiro, Santo Antônio é reverenciado pelos fiéis como protetor na recuperação de objetos perdidos, conforme o Campo Grande NEWS apurou.
Um Símbolo de Fé e Tradição
A arquiteta Joana Figueiró, de 42 anos, acompanha a celebração desde 2019 e compartilha uma forte ligação com o santo através da família de seu marido. Ela explicou que o marido carregou o andor, enquanto ela participou da celebração com uma leitura, demonstrando a importância de Santo Antônio para a família.
“Meu marido carregou o andor e eu participei da celebração com uma leitura. Santo Antônio tem uma importância muito grande para nossa família”, afirmou Joana. Segundo ela, o novo andor, com seu tamanho e peso imponentes, tornou a procissão ainda mais especial e significativa para os devotos.
O pároco Wagner Divino explicou o profundo significado da procissão para a Igreja Católica. Ele destacou que o ato simboliza a caminhada de Deus junto ao seu povo, representando um gesto de gratidão e penitência.
“Sempre que a Igreja faz uma procissão, ela recorda que Deus caminha com a humanidade. É um momento de agradecimento, mas também de pedir perdão pelas nossas faltas”, explicou o pároco. A celebração, mesmo com a possibilidade de chuva, transcorreu normalmente, reunindo fiéis de diversas paróquias da capital, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS.
O trajeto da procissão incluiu a Travessa Lydia Baís, Sete de Setembro, 14 de Julho e Afonso Pena, culminando na Praça do Rádio. A força da fé em Santo Antônio foi o verdadeiro combustível para os participantes, que não se deixaram abater pelo tempo instável, reforçando a tradição e a devoção que movem a comunidade de Campo Grande.

