Cerca de 6 mil professores da Rede Municipal de Ensino (REME) de Campo Grande paralisaram suas atividades e ocuparam as ruas da capital nesta sexta-feira (12) em um protesto contundente. O movimento, intitulado “Piso Zero Nunca Mais” e organizado pela ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), reivindica o cumprimento do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h, um compromisso firmado com o Executivo Municipal.
Professores exigem cumprimento de acordo salarial
A mobilização teve início em frente à sede da ACP e seguiu em caminhada pelas principais vias da cidade, culminando em frente à Prefeitura Municipal. A categoria busca garantir o respeito aos acordos previamente estabelecidos e a valorização profissional, elementos considerados essenciais para a qualidade do ensino público.
O vereador Landmark Rios (PT), professor de História e ex-profissional da sala de aula, demonstrou apoio integral ao movimento. Para ele, a ação dos educadores não se trata de um favor, mas sim de uma cobrança legítima por respeito e cumprimento de um pacto. “O Piso 20h foi pactuado, foi discutido, foi construído com a categoria. Não existe repactuar aquilo que já foi repactuado. O que foi assumido precisa ser cumprido”, declarou o vereador.
Landmark Rios enfatizou que a valorização dos professores se reflete diretamente no futuro da cidade. “Valorizar quem ensina é valorizar as crianças, as famílias e o futuro de Campo Grande”, ressaltou, destacando ainda que a luta dos educadores é uma causa de toda a sociedade. “Quando um professor é desvalorizado, a escola sente, o aluno sente e a cidade inteira perde. Educação pública forte se faz com investimento, diálogo e valorização de quem está todos os dias dentro da sala de aula”, completou.
A importância da valorização profissional
Gilvano Bronzoni, presidente da ACP, reforçou que a mobilização é um ato de defesa da valorização profissional e do respeito aos compromissos assumidos. “O Piso 20h é fruto de anos de luta dos profissionais da educação. Não estamos pedindo privilégio. Estamos cobrando o cumprimento de um acordo construído por meio do diálogo e da negociação”, afirmou Bronzoni.
Deumeires Morais, presidenta da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), também marcou presença e ressaltou a importância da unidade da categoria. Ela reiterou que o Piso 20h é resultado de anos de luta e negociação, e não um favor. “Essa mobilização demonstra a força da educação pública e a disposição dos trabalhadores e trabalhadoras em defender conquistas históricas da categoria”, disse.
A professora Camila Abrão, da EMEI José Ramão Cantero, trouxe para o debate o impacto direto da valorização docente na qualidade do ensino. “Sem a gente, não tem médico, não tem advogado, não tem nenhum outro profissional. Um professor valorizado trabalha com mais amor, com mais compromisso, tem mais tranquilidade para planejar sua própria vida e para ser melhor para os alunos”, argumentou.
Demanda por convocação de aprovados em concurso
Camila Abrão também levantou a questão da convocação dos aprovados em concurso público. Ela questionou a justificativa da prefeitura sobre o problema dos contratados, defendendo que os aprovados na lista deveriam ser chamados. “Se o problema são os contratados, por que não chamar todo mundo que está na lista e foi aprovado? A gente espera responsabilidade da prefeita com a educação da nossa cidade e com a valorização dos professores”, declarou.
A paralisação ocorreu após a Prefeitura negar a aplicação do reajuste previsto para 2025, alegando inviabilidade financeira. Essa decisão gerou forte reação entre os trabalhadores da educação, culminando na aprovação da paralisação em assembleia realizada no início da semana. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a falta de acordo levou à assembleia que definiu o protesto.
Após a caminhada, a Comissão de Negociação da ACP se reuniu com a prefeita Adriane Lopes, vereadores e secretários municipais. A reunião, que durou mais de duas horas, resultou no compromisso da Prefeitura de encaminhar um novo ofício com proposta para dar continuidade às negociações. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, um novo encontro está agendado para a próxima segunda-feira, às 9h, com a participação de vereadores, secretários e representantes da ACP.
No mesmo dia, às 18h, uma Assembleia Geral será realizada na sede da FETEMS para que os professores avaliem a nova proposta apresentada pela Prefeitura. A expectativa é de que um consenso seja alcançado para garantir os direitos da categoria e o futuro da educação em Campo Grande. A atuação do vereador Landmark Rios em defesa da educação, conforme o Campo Grande NEWS acompanhou, tem sido constante desde o início de seu mandato.
Trajetória de defesa da educação pública
A participação de Landmark no ato reforça seu compromisso com a educação pública, os servidores e a valorização dos profissionais da rede municipal. Como professor de História com experiência em sala de aula, ele tem utilizado seu mandato para defender pautas cruciais para a área.
Ao longo de seu percurso político, o vereador tem acompanhado de perto as negociações do Piso 20h, apoiado mobilizações e defendido o cumprimento de acordos. Sua atuação também se estende à defesa das Assistentes de Educação Infantil (AEIs), cobrando melhores condições de trabalho e valorização. Landmark tem se posicionado contra propostas de terceirização na educação, defendendo o fortalecimento da escola pública com servidores valorizados e gestão comprometida.

